domingo, 25 de junho de 2017

Balmain

Posicionamento político declarado na colecção de primavera-verão 2018 masculina da Balmain, apresentada na Semana de Moda Masculina de Paris – o desfile demonstra o orgulho e a esperança dos franceses em relação ao seu novo presidente eleito, Emmanuel Macron. Surgem também referências aos EUA, em camisetas desconstruídas com a bandeira do país, na versão colorida e P&B. O arabesco barroco, apresentado na primeira parte do desfile, é inspirado no interior de grandes palácios franceses.

Manolos

Depois do Azulcrination, o esmalte azul da linha Isabeli Fontana para Risqué, nunca houve um trocadilho tão interessante numa parceria com uma famosa… até agora. A terceira e última parte da colecção de Rihanna com Manolo Blahnik chama-se So Stoned. Além da tradução que pode ser "tão entorpecido com canabis" também se refere à pedraria que é a grande estrela dos quatro pares de sapatos que vão ser lançados em Julho. Os modelos trazem grande parte da estrutura em PVC transparente. E o salto é transparente também. Bem...de qualquer maneira são "manolos".

Crescer com raiva

É importante crescer com raiva. Eu ainda não deixei de a ter. A raiva mantém-me viva. Vou comprar este livro na Amazon de Daniel Wolff.

Indu Kush

"As minhas viagens ao longo do "Talibanistão", algumas delas documentadas na Asia Times, achei que o Talibã fosse piedoso e moralista, inserido numa espécie de obscuridade fortemente ponderada, praticamente inacessível. Mas os principais actores neste renovado Grande Jogo no Hindu Kush estão longe de ser os Talibãs. É tudo sobre a diáspora jihadista após o colapso do califado na Síria. O ISIS já está enviando jihadistas retirados do Iraque e da Síria para o Hindu Kush. Ao mesmo tempo, está industriando activamente dezenas de Pashtuns com muito dinheiro e armas - uma força de trabalho que inclui dezenas de milhares de potenciais  suicidas. Além dos afegãos, um novo lote de recrutas inclui chechenos, uzbeques e uiguros, todos capazes de misturar-se com a paisagem numa região montanhosa inacessível, mesmo para os MOABs do Pentágono. Não é de admirar que os afegãos secularizados em Cabul já temam que o Afeganistão seja a nova cidadela de um califado restaurado. Contra o Estado Islâmico proclamado Khorasan (ISK), cabe ao SCO - principalmente China, Rússia, Índia e Paquistão - criar uma brigada de resgate. Caso contrário, a integração euro-asiática estará em perigo mortal em todo o cruzamento da Ásia Central e do Sul..."(Pepe Escobar, Counterpunch).

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Peaches


Ann Demeulemeester

O espectáculo inspirado por Robert Mapplethorpe na Semana da Moda Masculina de Paris. A colecção romântica foi uma homenagem ao fotógrafo e ao momento criativo de Nova Iorque nos anos 70 e 80. Da estilista belga Ann Demeulemeester.

Louis Vuitton

Com música inédita de Drake na banda sonora, o estilista Kim Jones apresentou a colecção de Primavera-Verão 2018 da Louis Vuitton na Semana de Moda Masculina de Paris. O oversize agora é complementado com um chapéu de pescador evocando os anos 90, a roupa de surfista, camisas havaianas e colares sem história daqueles que se compram nas praias. As calças com ajuste de elástico na barra são uma novidade. Um hit?

O cúmulo da paranóia


Julian Assange‏ @JulianAssange  41 minHá 41 minutos
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 According to WaPo the "crime of the century" was not the Holocaust.  It was letting the public read Hillary's Goldman Sachs speeches. Mmmk.

(De facto já não há pachorra para a paranóia da Rússia. O Washington Post transformou-se num jornal sem credibilidade. E a história dos russos terem penetrado na rede eléctrica de Vermont que depois viria a ser desmentida? E as interferências nas eleições francesas como noticiou o Post onde existem jornalistas-está provado-que trabalam para a CIA? O governo francês disse que não havia vestígios de hackers russos. O Catar também já garantiu que não foram os piratas russos a entrar na agência estatal de notícias do país, provocando a ruptura com a Arábia Saudita).

A Havanesa

A Casa Havanesa, que já foi uma livraria centenária fundada em 1885, é um dos espaços mais atraentes e aconchegantes da Figueira da Foz. Diga-se que a cidade não entrou numa deriva visual como está a suceder em algumas cidades deste país. Continua bonita. Mantém a sua arquitectura cuidada. Numa esquina do chamado Picadeiro, perto do Casino, a velha Havanesa é uma boa combinação de bar, restaurante de petiscos para partilhar e boa música ambiente. Vieram as petingas num escabeche suave mas saboroso como manda a tradição culinária. As fatias de pão caseiro dispostas na caixa de madeira desapareceram rapidamente. As sardinhas e depois o paté na companhia de rúcula e tomate cherry pediam esse alimento básico. Escolhi um tinto Três Amigos que teve um satisfatório desempenho. Os argumentos da panna cotta com frutos vermelhos convenceram-me como sobremesa. Já agora. Não acredito na realidade virtual. Gosto das coisas palpáveis. Que pesam, cheiram, mancham e produzem sensações. De universos físicos onde o prazer se gera. E de memórias.  This is it.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

A perda dos democratas

"A perda embaraçosa das eleições especiais dos democratas na Geórgia, depois da media liberal ter construído expectativas irrealistas, provocou uma onda de explosão amarga que visa a líder democrata Nancy Pelosi. Alguns dos anúncios mais difíceis contra o candidato de Geórgia, Jon Ossoff de 30 anos, foram aqueles que o amarram a Pelosi, cujas avaliações de aprovação estão subaquáticas fora da Califórnia". Além disso, como relata o New York Times num possível presságio, o primeiro candidato democrata a anunciar a sua campanha após a derrota da Geórgia imediatamente prometeu não apoiar a senhora Pelosi como líder. Joe Cunningham, um advogado da Carolina do Sul desafiando o representante Mark Sanford, disse que os democratas precisavam de "novas lideranças agora". Michael Snyder no seu blogue The Economic Collapse, pergunta: Os democratas "tóxicos" estão destinados a tornarem-se uma festa de minoria permanente?" Cerca de 55 milhões de dólares foram gastos na corrida no sexto distrito ao Congresso da Geórgia. O democrata Jon Ossoff conseguiu levantar e gastar seis vezes mais dinheiro que a republicana Karen Handel e, no entanto, acabou por perder. Era suposto os democratas mostrarem que poderiam retomar o controle do Congresso em 2018. Não aconteceu. Os democratas estão tentando apresentar o resultado como uma espécie de "vitória moral", mas como afirmou Dan Balz do Washington Post , não há "vitórias morais na política". Os republicanos ganharam nesta eleição especial mais importante do ano. Várias celebridades de Hollywood que se envolveram pessoalmente, doando tempo e dinheiro na campanha de Ossoff, ficaram devastadas quando ele perdeu. O produtor de música electrónica Moby, frustrado com os resultados, questionou-se: como é que os democratas ainda não conseguem ganhar" mesmo com o "bufão" Donald Trump na Casa Branca?
"Como eu discuti repetidamente a esquerda não tem nenhuma visão positiva de futuro para oferecer aos americanos. Não conseguem ganhar no mercado das ideias. Usam raiva, frustração, intimidação e violência como armas. Quanto mais irritados e violentos se tornam, mais o povo americano se vai voltar contra eles. É óbvio que o Partido Republicano também precisa de ser limpo. Muitos republicanos estabelecidos usam rótulos como "conservador" e "Pro-Vida" para ganhar eleições, mas depois acabam por governar como os democratas. Há um motivo pelo qual o Congresso tem apenas 17,6 por cento de aprovação no momento. Ambos os principais partidos devem tomar isso como um sinal de que precisam de se regenerar porque o povo americano está doente e cansado do status quo.." afirmou Daniel Greenfield.

Que justiça?

Julian Assange‏ @JulianAssange  2 hHá 2 horas
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2 tiered justice: 1 for Comey, Hillary, Rice, Petraeus & Deutch. Another for Kiriakou, Winner, Manning, Drake & Assange. Which is Trump in?

Mudança da política externa?

Macron criticou a política externa dos Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita e UK. "A minha convicção é que precisamos de um político e diplomático road-map. Não podemos resolver a situação na Síria só com força militar. A minha posição é clara: uma luta total contra os grupos terroristas que são nossos inimigos". Portanto, o presidente francês acha que ninguém lhe apresentou uma melhor solução do que Bashar al-Assad e que é preciso cooperar, sobretudo com a Rússia.

Rick Owens

Sou fã incondicional da criatividade do estilista americano Rick Owens. Não faz aquela modinha de seguir as tendências. Já se fala do "desfile da temporada" e com toda a razão. A sua apresentação da linha masculina de Primavera-Verão 2018 causou realmente um forte impacto a começar pelo cenário de proporções monumentais, uma estrutura muito alta montada do lado de fora do Palais de Tokyo. A música. Os modelos lindíssimos-nada de hipsters barbudos e tatuados que já se expandiram para as periferias das cidades feias- desciam as escadas até chegar à passarela às vistas da plateia. Quanto à roupa, temos desconstruções de alfaiataria, estudos sobre o oversize, blusas entrelaçadas, experimentações de silhueta com cintura alta, jaquetas curtas, e uma bolsa maxi presa à cintura.

Mistura Valentino

Existem misturas na criação de moda que acabam por não resultar. É o caso de Pierpaolo Piccioli, o director criativo da Valentino, que mistura o universo desportivo–hipster–millennial com o já típico étnico da marca nesta colecção de Primavera-Verão 2018 apresentada na Semana de Moda Masculina de Paris. O estilista explorou clássicos do guarda-roupa masculino. A calça chino. O conjunto de jogging. A camisaria que adopta uma faixa na gola. A listra desportiva na lateral da calça, assimétrica no casaco.

Calvin Klein

Aos 15 anos, Brooke Shields apareceu numa propaganda da marca Calvin Klein. Era 1980 e ela dizia que "nada existia entre ela e as suas Calvins. Sim, sim. Debaixo das jeans não havia cuecas. Foi um sucesso e a partir dai, a jovem iniciou uma carreira cinematográfica com o filme A Lagoa Azul. Quando a Calvin Klein, o fundador da marca, já fez 70 anos. Na casa dos 52, Brooke compareceu e prestigiou a estreia de Raf Simons como director criativo da marca. E Steve Shiffman, o actual CEO da Calvin Klein, acabou de declarar numa perspectiva nostálgica: "Vamos trabalhar com Brooke novamente muito em breve".

Versace 2018


Crime Story

Já tem nome oficial e a fotos dos actores saiu na capa da revista Entertainment Week. A série chama-se American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace e centra-se no assassinato do estilista Gianni Versace que aconteceu em 1997 em Miami. Foi morto pelo serial killer Andrew Cunanan. A estreia da série de TV, dirigida por Ryan Murphy, está marcada para 2018 e a expectativa é grande. A começar pelo elenco. Edgar Ramirez, depois de caracterizado, ficou muito parecido com o estilista italiano. Penélope Cruz transforma-se em Donatella Versace. Outra surpresa é Ricky Martin no papel de Antonio d’Amico, o namorado de Gianni. Quanto ao assassino Cunanan vai ser encarnado por Darren Criss, do elenco de “Glee“.

Tom Ford

A colecção masculina de Tom Ford para a Primavera-Verão 2018 é clássica é não é. Inclui fatos de dois botões, puro e simples. A invenção fica por conta da cor azul cobalto e rosa millennial ao lado de preto e cinza. Da camisa estampada e da gravata bem larga. Já o smoking é bastante ousado.

Cocteau Twins


A imagem

O designer Matty Bovan com um vestido de mangas compridas do National Theatre Costume Hire. Gosta da imagem de Sigourney Beaver em Alien. Do seu ar masculino e do olhar duro e metálico.

Rosa e Vermelho

Uma influência distinta dos anos 80, que foi visível em várias temporadas, começou a aparecer nos desfiles mais recentes. Sobretudo na colecção de inspiração New Wave de Outono/Inverno da JW Anderson e continuou a surgir na colecção de Hedi Slimane para Saint Laurent. Também prontamente adoptada pelo seu sucessor Anthony Vaccarello. A tendência permanece firme. A feliz combinação de rosa e vermelho tornou-se uma das paletas de cores mais cobiçadas. Adorava ter uma gabardina rosa brilhante.

Carne para canhão

Os escuteiros do Imam al- Mahdi do Hezbollah fazem o seu caminho para o martírio. Há quem queira branquear o Irão. Mas não são só os rapazes do ISIS os maus da fita. Enquanto houver entidades terroristas no Corpo da Guarda Revolucionária iraniana (IRGC) e o seu procurador Hezbollah, usando o sistema estadual na lavagem aos cérebros para realizar actos de terror, nunca acabará o terrorismo. O sinistro Hezbollah conta com milhares de crianças que estão sendo treinadas nos seus grupos, aguardando assumir o papel de suicidas dentro das fileiras cada vez menores da milícia xiita. Os combatentes do Hezbollah morrem obedientemente em massa por seus pagadores iranianos. Crianças de até oito anos aprendem os conceitos da ideologia radical xiita de Ayatollah Ruhollah Khomeini. O objectivo deste exercício é programar o cérebro em desenvolvimento de uma criança, ensinando-lhe o conceito de martírio. Nos acampamentos de Verão, que são projectados para acomodar crianças menores de 10 anos e jovens até aos 20 anos, os escuteiros passam por treino militar, além de participarem em várias actividades desportivas. Ensinam-lhes o ódio a Israel e a reverência a Ali Khamenei, o Líder Supremo do Irão. Os jovens vestem uniformes de estilo militar, usam boinas onde, por vezes, se destacam slogans como "Oh Jerusalém, nós estamos vindo". A flor de Lis é o emblema internacionalmente reconhecido do movimento de escuteiros. Como uma unidade de combate, o Hezbollah não é mais do que uma ala próxima do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana. A sua função é realizar ataques terroristas, bem como lutar em conflitos em países estrangeiros em nome do grupo. Agora a milícia libanesa encontra-se no caos da guerra civil da Síria e na luta contra o ISIS que explodiu no Iraque. Ambas as campanhas militares atraíram o regime iraniano para um conflito que parece não ter fim à vista.

EUA matou o clérigo

A coligação liderada pelos EUA confirma a morte do grande mufti Turki al-Binali, o principal clérigo do ISIS num ataque aéreo ocorrido em 31 de Maio numa cidade síria perto da fronteira iraquiana. Os rumores da morte de Binali, de 34 anos, circularam, mas não houve confirmação oficial até à declaração de terça-feira. Descrito como "um confidente próximo" do líder Abu Bakr al-Baghdadi, "teve um papel central no recrutamento de combatentes terroristas estrangeiros e provocou ataques terroristas em todo o mundo". Sobretudo na cidade líbia de Sirte, onde leccionou e preparou sessões religiosas nas mesquitas para os membros do ISIS. Mudou-se para a Líbia em 2013 e pregou na Mesquita de Rabat em Outubro de 2013, quando instou os moradores da cidade a prometer alianças com o líder do ISIS. Apareceu na cidade de Raqqa em Julho de 2015, onde realizou a oração do Eid antes de voltar para a Líbia novamente. Foi depois de uma invasão americana no leste de Derna, a fim de reorganizar as fileiras do ISIS e tomar providências administrativas em nome de Baghdadi.