sábado, 7 de julho de 2018

Maison Margiela





Nunca apreciei o estilo um tanto estridente de John Galliano. Mas esta colecção para o Outono-Inverno 2018/19 da Artisanal, a linha de alta-costura da Maison Margiela, é mesmo muito interessante. Arty, anti-moda. Ou seja, na verdade ele segue os ditames da casa onde trabalha. Um look convidativo ao toque que é uma espécie de casulo que protege quem o usa. É uma piscadela de olho ao tecnológico, combinado com o desportivo. Muitas misturas de cores, modelagens desafiadoras, parece-me uma lufada de ar fresco numa temporada onde prevalece o banal normacore. Gostei.

Pele da Fendi






Verdadeira ou não, não será pele a mais? A alta-costura da Fendi é conhecida pelo seu trabalho artesanal com a matéria-prima animal. Mas num mundo cada vez mais politicamente correcto, é complicado manter a tradição. A marca na sua colecção de Outono-Inverno 2018/19, dirigida por Karl Lagerfeld, as peles com evidente protagonismo em diversas propostas, num jogo chique, eram falsas.

Disfarces do ISIS

Mosul caiu e o ISIS está  destroçado. Os terroristas tentam escapar de Mosul das forças que tomaram o poder. Este combatente achou que tinha o disfarce perfeito. Vestiu um sutiã acolchoado, roupas femininas, colocou pó de arroz no rosto, usou sombra azul nos olhos e batom nos lábios. Mas esqueceu-se de uma coisa muito importante: a barba e de aparar as sobrancelhas demasiado grossas.  Estas fotos divulgadas pelo exército iraquiano. A cidade velha de Mosul, que já foi um bairro de becos e casas densamente construídas em ruas sinuosas, ficou reduzida a escombros por uma guerra de meses para extirpar o Estado Islâmico. Mais de 10.000 edifícios foram danificado ou destruído nas últimas três semanas de bombardeio até 8 de Julho, de acordo com uma pesquisa da ONU Habitat que usa imagens de satélite. A pesquisa cobre apenas os danos visíveis nas fotos de satélite, o que significa que o número real é provavelmente maior. As forças apoiadas pelos Estados Unidos no Iraque levaram quase nove meses para arrancar Mosul do Estado Islâmico.

Zuckerberg supera Buffett

Como a Bloomberg relata Mark Zuckerberg, superou Warren Buffett como a terceira pessoa mais rica do mundo. Com 34 anos, o CEO do Facebook, agora vale 81,6 biliões de dólares, cerca de 373 milhões a mais do que Warren Buffett, o presidente de 87 anos e director executivo da Berkshire Hathaway. Apesar de todas as questões de segurança, desculpas, interferência russa, idas ao Congresso e venda de dados. Pela primeira vez na história do capitalismo, as três pessoas mais ricas do planeta fizeram fortuna na tecnologia.

Limpeza de contas

O Twitter está limpando contas num ritmo acelerado. Suspendeu mais de 70 milhões de contas em dois meses, enquanto aumenta a sua batalha contra contas "falsas e suspeitas", segundo relata o  Washington Post. A gigante das mídias sociais dobrou a sua taxa de suspensões desde Outubro, quando a empresa sugeriu que a Rússia usou contas falsas para manipular a eleição presidencial de 2016. A empresa diz que a limpeza se aplica principalmente a usuários inactivos, ou contas de bot, em vez de contas geradoras de pessoas reais. "Usuários humanos legítimos - os únicos capazes de responder à publicidade que é a principal fonte de receita para a empresa - são vitais para o preço das acções do Twitter e percepções mais amplas de uma empresa que tem lutado para gerar lucros", diz o jornal. De acordo com o vice-presidente do Twitter, "uma das maiores mudanças está na maneira como pensamos em equilibrar a liberdade de expressão versus o potencial da liberdade de expressão para resfriar o discurso de outra pessoa".

Festival de Arles

O festival de fotografia Rencontres d'Arles, um dos mais prestigiados do mundo, está em andamento. Instalações, eventos e exposições acontecem nos edifícios históricos da pequena cidade francesa durante o festival que vai até 23 de Setembro. As abordagens são muito diferentes, desde o fotojornalismo de Robert Frank até aos retratos divertidos de William Wegman dos seus queridos  Weimaraners. Para o seu projecto na Fundação Manuel Rivera-Ortiz, o fotógrafo Patrick Willocq esteve em Saint Martory durante cinco meses, conhecendo os migrantes que vieram do Chade, Bangladesh e Ucrânia, bem como os habitantes da cidade, alguns deles hostis aos estrangeiros. Encenou quadros narrativos marcantes com pessoas locais. O fotógrafo da Magnum Jonas Bendiksen apresenta uma que conta as histórias de sete homens ao redor do mundo que todos acreditam que ser a reencarnação de Jesus Cristo. Destacam-se também as obras da dupla de artistas Gilbert e George. 

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Mary Boone




Quem diria. A Mary Boone Gallery já cumpriu 41 anos. Nascida na Pensilvânia em 1951, a criadora deste projecto revolucionou o mundo da arte de Nova Iorque. Resistiu, desafiou, sobreviveu aos sobressaltos e continua ainda no jogo. Para quem entrou na vida "sem um plano B", como disse numa entrevista, conseguiu manter duas galerias e intervir na cultura. Representou em várias épocas artistas como Ai Weiwei, Sigmar Polke, Jeff Koons, Julian Schnabel, David Salle, Brice Marden, Anselm Kiefer, Eric Fischl e Jean Michel Basquiat, Barbara Kruger, Matt Mulligan, Ross Bleckner, Sherrie Levine, Roni Horn e muitos outros. Representou o espírito e a boémia dos anos 80. Um grupo de jovens que se destacaram por serem impetuosos, sofisticados e com sentido do espectáculo. Mary Boone soube virar a página, abrindo caminho a uma nova estética. A sua galeria era sinónimo de práticas arriscadas e pictóricas. "Não me identifico com os dealers mais jovens que calibram tudo em termos do dinheiro obtido pelas peças que venderam. Actualmente, é preciso muito mais trabalho para vender algo que não esteja sendo disputado com milhões de dólares. Para mim, foi sempre sobre invenção, descobrir novos talentos. Acho que hoje todo o impulso é construído mais sobre aspirações financeiras". A New York Magazine, em certa altura, qualificou-a  de “A Rainha da Cena da Arte”. Passadas quatro décadas continua a ser respeitada. Não se tornou uma mogul bilionária, mas faz o seu trabalho com imensa dignidade.

Viktor & Rolf



A dupla Viktor & Rolf celebra 25 anos. Na Semana de Alta-Costura de Paris de Outono-Inverno 2018/19 a dupla recriou 25 looks icônicos da marca. No desfile, destacaram-se versões em branco e repleta de cristais Swarovski do híbrido entre roupa de cama, travesseiro e vestido de festa de 2005/06. O vestido de tule cheio de buracos da primavera-verão 2010 e até o “fazer muito com pouco” com máscaras surreais da primavera-verão 2018. Gosto duvidoso, para não dizer péssimo.

Lauren Hutton


A edição de Julho da “ElleBrasil traz na capa Lauren Hutton, a icónica modelo e actriz americana. Fotografada por Henrique Gendre e com styling de George Krakowiak, usa peças da Calvin Klein  com quem tem uma longa relação. Lauren, que tem 74 anos, posou para a CK de lingerie e, no começo de 2017 protagonizou a imagem da Bottega Veneta.

Tate premiado

A Tate St Ives, um espaço da expansão da Tate, conseguiu o que até agora escapou aos irmãos maiores da instituição, a Tate Modern e a Tate Britain. Tornou-se o primeiro membro da família a ganhar o Art Fund Museum of the Year, o mais proeminente prémio do Reino Unido. O prémio que é de 100 mil libras foi apresentado no Museu Victoria and Albert de Londres pelo o artista britânico de instalação e cineasta Isaac Julien e Andria Zafirakou, conhecido como "o melhor professor de arte do mundo". O museu vencedor reabriu em Outubro passado, depois de uma reforma nas suas galerias e  de uma extensão de 20 milhões de libras. Da obra encarregou-se Jamie Fobert Architects. Localizado na cidade de pescadores da Cornualha, o museu sob a direcção artística de Anne Barlow, ex directora da Art in General de Nova Iorque, já recebeu exposições impressionantes desde o seu relançamento por Rebecca Warren,Virginia Woolf e Patrick Heron no ano passado.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Laurie Simmons


A Galeria Mary Boone de Nova Iorque apresenta um a exposição da artista Laurie Simmons com o titulo de Clothes Make The Man até 27 de Julho. São trabalhos criados entre 1990 e 1994.

Habibi Band

Música no MoMA

 O Museu de Arte Moderna, em colaboração com a PopRally, oferece nas quintas-feiras de Verão uma série de apresentações musicais que decorrem no Jardim das Esculturas. A série é uma homenagem aos músicos que vivem e trabalham em Nova Iorque. De acordo com o MoMA será “uma variedade de gêneros misturados como punk, soul afro-fusionista, funk fusion, hip-hop, experimental e pop. Esta semana, a banda feminina de rock Habibi do Brooklyn, vai actuar. Define-se pela mistura de rock psicodélico, Motown e pop-punk com influência do Médio Oriente. Conta com Rahill Jamalifard nos vocais, Lenny Lynch e Alana Amram nas guitarras, Leah Fishman no baixo e Karen Isabel na bateria.

Madragoa no Condo NY

Eis uma tentativa de introduzir ar fresco no universo das artes plásticas. O Condo New York, um evento que mobiliza 47 galerias de Manhattan durante o mês de Julho. A primeira edição aconteceu o ano passado, depois de em 2016 ter sido lançado em Londres por Vanessa Carlos. Organizada por Nicole Russo e Simone Sobal, reuniu 16 anfitriões que receberam as 20 galerias visitantes, vindas de algumas cidades dos Estados Unidos, da Europa, da China e da Améeica Latina. Funciona como uma espécie de Airbnb  da arte. A Alexander and Bonin acolheu a Madragoa de Lisboa, uma jovem galeria que está a fazer um excelente trabalho. 

Zack Brown


domingo, 1 de julho de 2018

Ralph Lauren






O fato é a estrela da colecção masculina de Primavera-verão 2019 da Ralph Lauren. A inspiração veio do próprio armário do senhor Lauren. Algumas das peças foram feitas com um corte exatamente igual ao dele. Segundo a marca, isso é uma resposta aos clientes que sempre pedem  "o que o próprio Ralph usa". Há outras referências ao universo do fundador da grife como elementos navy, estética militar, símbolos esportivos e posters de viagem art déco do início do século 20, no estilo da Riviera Francesa que fazem parte da colecção dele. Convencional e old fashion.

Chris Moore

Catwalking: Fashion through the Lens of Chris Moore é uma exposição de fotografias no Bowes Museum, Durham, que inaugura a 7 de Julho e vai ficar aberta ao público até 6 de Janeiro de 2019. “Chris Moore é o olho que mostra a moda ao mundo”, disse John Galliano do lendário fotógrafo de passarelas que está disparando na pista há mais de meio século. Moore foi um dos primeiros fotógrafos a capturar a moda ao vivo quando os salões parisienses abriram as portas no final dos anos 60 e manteve-se na vanguarda nas últimas cinco décadas, produzindo ainda fotos impressionantes de todas as principais passarelas. Esta mostra abrangente da indústria da moda, que reunirá cerca de 230 imagens originais, é uma homenagem a este revolucionário fotógrafo. Inclue fotografias exclusivas dos anos 1970 que complementarão os empréstimos do Musée Yves Saint Laurent, em Paris. Vemos uma fantástica imagem do desfile da colecção Outono/Inverno 1989 de Vivienne Westwood

White Cube


Remembering Tomorrow é uma exposição, incluindo obras de arte e arquivos da Galeria White Cube Hong Kong, que inaugura em 18 de Julho. Para comemorar o aniversário dos seus 25 anos, esta galeria nascida em Londres apresenta peças do seu arquivo até 25 de Agosto onde se destacam objetos raros e fotografias de grandes nomes como Tracey Emin e Gilbert & George. Na foto vemos "O Jardim das Delícias Terrenas XIV" de Rabqib Shaw.

Night Fever

 Grace Jones lutando com um tigre na fotografia de Volker Hinz captada em 1984 na discoteca Area, em Nova Iorque. Uma exposição intitulada Night Fever: Designing Club Culture 1960 encontra-se no Design Museum (Vitra), até 9 de Setembro de 2018. No final do século 20, as discotecas de certas cidades eram como um centro de moda, música, arte e actividades culturais. Interiores inovadores e fotografia espectacular desempenham um papel fundamental na exposição nesta mostra do

The Magical Centre


Amsterdão foi considerada em determinada época uma cidade da contracultura. Já não é. Mas o museu Stedelijk apresenta a partir de 7 Julho até 6 de Janeiro de 2019 uma exposição  concentra-se sobre o protesto e o surgimento de subculturas e vanguardas no final dos anos 1960 que moldaram a paisagem da capital holandesa. Esculturas e instalações interativas constituem respostas às transformações sociais que estavam ocorrendo nessa época, como o florescimento de jovens e culturas de drogas. Com o título de Amsterdam, The Magical Centre dá uma visão sobre este momento histórico.

Revistas


O desacordo

O primeiro-ministro italiano atacou Emmanuel Macron, alegando que "estava cansado" e não entendeu o acordo de migração da UE. Giuseppe Conte, criticou os seus colegas da União Europeia devido à confusão em torno do acordo de migrantes que provocou desentendimentos entre países na linha de frente da crise dos migrantes e aqueles sem uma fronteira externa. A proposta de construir centros de migrantes da UE já levou vários países, incluindo a França e a Áustria, a desistir de participar no acordo. A disputa pública entre os líderes da UE levou a preocupações de que o muito elogiado acordo de migração da UE pudesse desmoronar. A proposta era originalmente um pedido da Itália para aliviar a pressão sobre os países fronteiriços do Mediterrâneo que suportam o peso das chegadas de migrantes. Mas o acordo afirma que a escolha de estabelecer um centro é uma escolha voluntária dos estados membros da UE. O presidente francês rejeitou a possibilidade do seu país abrigar um dos centros. Disse aos repórteres: "A França não é um país de primeira chegada. Alguns querem nos empurrar para isso e eu recusei". O chanceler austríaco, Sebastian Kurz, ridicularizou a possibilidade de um deles ser construído no seu país. Até ironizou: "Claro que não. Nós não somos um país de primeira chegada, a menos que as pessoas saltem de pára-quedas"."

Varoufakis ataca Merkel

Yanis Varoufakis qualifica o acordo da UE sobre os migrantes de "fracasso total" e acusa Merkel de mentir constantemente aos alemães. O acordo, alcançado depois de maratonas de negociações na cúpula, foi elogiado como um grande sucesso por líderes de países europeus. Mas não houve ainda detalhes sobre quais países poderiam estabelecer os centros seguros ou receber refugiados. O ex-ministro das Finanças grego numa entrevista à Bloomberg News disse: "Não há nenhum acordo realmente, este é um típico fudge da União Europeia. Eles reuniram-se em Bruxelas para reformar o acordo de Dublin e que nunca foi projetado para lidar com fluxos de migração em massa". Segundo, o mediático economista, o acordo final não tem substância e não estabilizou o projeto da União Europeia.