segunda-feira, 23 de julho de 2018

Sama Abdulhadi





Em 2010, a produtora e DJ Sama Abdulhadi foi a primeira pessoa a introduzir ritmos sujos na Palestina. Começou por assinar as suas faixas sob o nome de Skywalker, sem a menor idéia de que alguém chamado Luke já tinha tomado o apelido, mas ela nunca vira um único filme da saga Star Wars. Em 2017 começou a usar o seu nome próprio. Nasceu na Jordânia em 1990 e cresceu em Ramallah. A primeira festa que fez "ninguém entendeu e todos foram para casa". Depois de três tentativas fracassadas, acabou se envolvendo com a cena eletrônica que estava surgindo em Haifa, em Israel. "Havia músicos tocando música alternativa, como reggae e rock, as pessoas precisavam de se libertar da tradição das gerações anteriores e experimentar a novidade personificada pelo techno. Fui fui para a universidade de Beirute em 2008, onde vi DJs de todo o mundo. Foi uma completa revelação. Não terminei os estudos, mas o meu pai encorajou-se a ir em frente. Segui o seu conselho e fiz um ano de engenharia de áudio na Jordânia e depois matriculei-me no Instituto SAE, em Londres. Os meus pais ouviam Michael Jackson sem parar em casa. Eu escutei hip-hop, rock, rap e um pouco de pop, mas não apreciava a música árabe. Na Palestina a cultura musical é muito comercial. E foi só depois dos terminar o curso em Londres, quando fui ao Egipto em 2013, é que descobri um lado underground da música árabe que realmente gostava. Descobri artistas como Tamer Abu Ghazaleh, Maryam Saleh, Mohammed Sami, Ahmed Omran, Dina El Wededi, Nancy Mounir, Maurice Louca, Nadah El Shazly, Shadi El Hosseini e Fathy Salama. O Egipto é o coração da criação artística, cinematográfica e musical árabe. Desde então, tentei fazer mais projetos misturando essas diversas influências". Em 2016 criou a Awyav, uma editora de música que trabalha com artistas indie da Palestina, Líbano, Egito e Jordânia."Apresentamos techno, organizamos residências artísticas, negociamos os seus direitos autorais, depois gravamos e editamos as músicas", disse Sama numa entrevista.

Ataque em Toronto

Dde acordo com a NBC, uma segunda vítima morreu após o tiroteio em Toronto, segundo a polícia. Quatorze pessoas, incluindo uma jovem, foram baleadas depois que um atirador abriu fogo enquanto caminhavam numa rua da cidade. Matou uma pessoa antes ser abatido numa troca de tiros com a polícia às 10 da noite de ontem. Um vídeo mostra um homem vestido com roupas pretas e chapéu preto andando rapidamente pela avenida Danforth e disparando tiros numa loja ou restaurante. O Greektown de Toronto é uma área residencial animada, com restaurantes e cafés gregos.Testemunhas disseram ter ouvido 25 tiros, segundo o CityNews.com. e descreveram o suspeito passando por restaurantes, cafés e pátios dos dois lados da rua e disparando. Toronto tem assistido a um forte aumento da violência este ano. As mortes por violência armada na cidade aumentaram 53 por cento em 2018 relativamente  ao mesmo período do ano passado, segundo dados da polícia apresentados na semana passada. Suspeita-se de terrorismo.

Ao telefone com...

Donald Trump chocou o mundo ao não condenar Vladimir Putin pela suposta interferência russa nas eleições de 2016. A natureza incômoda e desconfortável da coletiva de imprensa, após a cúpula, sugere que os dois homens não estão em contacto freqüente, apesar das alegações de que Putin tenha material comprometedor sobre o presidente dos EUA. Uma análise da Reuters descobriu que desde que Trump assumiu o cargo em janeiro de 2017, ele teve mais de 200 conversas telefónicas com mais de 40 líderes mundiais. A partir de 6 de Julho, no entanto, ele só falou com Putin no telefone oito vezes. Trump teve o maior número de telefonemas com o presidente francês Emmanuel Macron, 25 no total. Putin passou a maior parte do tempo falando ao telefone 18 vezes com o presidente turco Erdoğan. O presidente dos Estados Unidos liga mais vezes a Macron, um dos seus preferidos Segue-se a britânica May e Abe do Japão. Curiosamente Putin ocupa o último lugar. Quanto ao presidente da Rússia comunica mais com Erdogan, Nazarbayev e Macron.

Muller perde apoio

Segundo uma investigação da Statista, publicado em 20 de Julho, o apoio dos americanos à investigação do advogado especial Robert Mueller, que supervisiona a investigação sobre os esforços da Rússia para influenciar a eleição presidencial de 2016, está declinando. A investigação do conselho especial começou quando o presidente Trump demitiu o ex-diretor do FBI James Comey. No início da investigação, quase três quartos dos americanos acreditavam que a investigação sobre o caso da Rússia deveria continuar. Agora, esse mesmo apoio está numa divisão quase equilibrada: 52 por cento a favor e 45 contra..

domingo, 22 de julho de 2018

Jean Paul-Gaultier



A belíssima colecção de Jean Paul Gaultier para o Outono/Inverno 2018-2019.

Campanha Gucci


A nova campanha da Gucci foi fotografada por Matin Parr. Como a maior parte do trabalho deste artista, as estrelas deste projeto são desconhecidas. Desde funcionários ou proprietários da marca, visitantes e turistas… Esses diários de viagem expõem o amor de Martin Parr pelo inesperado, o seu fascínio pela realidade e muitas vezes, o ridículo. Captou imagens no Castello Sonnino, perto de Florença, uma casa que pertence à mesma família há gerações. "Continuo fascinado pela nossa necessidade de fotografar tudo o que fazemos, vemos e saboreia. O registro fotográfico e esse desejo irreprimível de compartilhá-lo praticamente destruíram a experiência em si. O turismo é o exemplo mais óbvio", afirmou Parr.

Férias em Marfa?

Para fugir das multidões de turistas em manada que andam por todo lado, seria interessante passar férias em Marfa, nos Estados Unidos. Numa paisagem desolada do deserto de Chihuahua, surge uma montra solitária da Prada. Mas não é para fazer compras. Trata-se de um escultura dos artistas alemães Michael Elmgreen e Ingar Dragset. Construída em 2005,´propõe-se ser um comentário sobre o consumismo e os significados visuais que o definem. Há por ali  também das enormes esculturas do artista minimalista Donald Judd pontuando a paisagem. Instalou-se em Marfa para escapar da cena artística da Nova Iorque dos anos 1970 e desenvolveu a Chinati Foundation, um museu de arte contemporânea na área.

Lenny Kravitz


O novo álbum Lenny Kravitz com o título de  Raise Vibration vai ser lançado no dia 7 de Setembro. Para nos dar um pequena amostra, o músico americano lançou o vídeo Low. Atrás das câmaras encontra-se Jean-Baptiste Mondino, um produtor de videoclipes que já lhe renderam um prémio Victoire de la Musique.

Sugestões


sábado, 21 de julho de 2018

The Strokes

Creative Time

A Creative Time, empresa de arte pública sediada em Nova Iorque, nomeou Justine Ludwig como sua nova directora. Tem um currículo interessante. Foi vice-directora e curadora-chefe da Dallas Contemporary, para a qual supervisionou exposições de Pia Camil, Pedro Reyes e Paola Pivi. Fez ainda curadorias em exposições no Contemporary Arts Center de Cincinnati, na Tuft University Art Gallery e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. "Acredito que a arte é uma das maiores ferramentas a que temos acesso na criação de comunidades melhores", disse Ludwig. Em breve, a Creative Time, vai apresentar Bring Down the Walls, uma obra do artista britânico Phil Collins que foi nomeado para o Turner Prize em 2006, bem como a continuação do seu projeto Pledges of Allegiance, envolvendo bandeiras de protesto projectadas por artistas politicamente envolvidos que voam em diferentes cidades dos Estados Unidos. A organização também tem um projeto futuro para a Art Basel na Suíça e uma trabalho criativo para Miami no Outono.

Voice of America

Em 1975, Vito Acconci instalou a sua clássica peça intitulada Voice of America, no Portland Center for Contemporary Arts, que era uma espécie de carta de amor através de uma aula de música para captar o espírito interior da nação. Dar voz ao sonho americano. Integrava escultura, imagens projetadas e som para transformar o espaço arquitetônico num local de crítica social. Duas cadeiras monumentais de madeira destacavam-se numa zona escura, cujo piso é trilhado com uma corda. Imagens da paisagem americana são projetadas no chão. Essa sensação de buscar conexão e compreensão no coração da identidade americana está no centro de uma exposição colectiva que reprisa a instalação de Acconci. Na Gladstone Gallery de Nova Iorque até 27 de Julho, reúne obras conceituais de Paul Chan, Sharon Hayes, Barbara Kruger e Rirkrit Tiravanija. Embora a instalação de Acconci tenha surgido num momento de confusão espiritual e existencial, o que é ou o quer ser a América actual? Sem resposta.

A imagem

Um criação da Givenchy

Protestos no Iraque

O que está a acontecer no Iraque? Protestos nas ruas que expressam a frustração popular. As manifestações acontecem no coração da maioria xiita, reflectindo a indignação de viver em cima de alguns dos maiores campos de petróleo do mundo, enquanto as suas famílias vivem na miséria e na pobreza. Os protestos começaram em Basra, a terceira maior cidade do Iraque, que está no centro de 70% da produção de petróleo.Os protestos rapidamente se espalharam para outras oito províncias, incluindo Najaf, Kerbala, Nasariya e Amara. Em vários lugares, os escritórios do Partido Dawa, ao qual pertence o primeiro-ministro Haider al-Abadi, foram queimados ou atacados, juntamente com outros partidos que culpam por saquear receitas de petróleo no valor de centenas de biliões de dólares nos 15 anos seguintes à queda de Saddam Hussein. A classe política é vista como um grupo cleptocrático que arranca dinheiro em troca de contratos que existiam apenas no papel e não produziam novas fábricas, pontes ou estradas. Cerca de oito manifestantes foram mortos até agora pela polícia. As forças armadas estão em alerta máximo. Três regimentos do Serviço de Contra-Terrorismo de elite, que liderou o ataque a Mossul e é altamente considerado e disciplinado, foram enviados ao sul para lidar com protestos nos lugares onde ainda há actividade residual do Estado Islâmico. Muitos manifestantes mostram slogans anti-Teerão, rasgando fotos dos líderes espirituais iranianos como o aiatolá Khomeini e o actual líder supremo Ali Khamenei. Culpam o Irão por apoiar partidos corruptos e governos no Iraque.

James Clapper

"O sinistro James Clapper, certamente uma das fontes da história publicada no New York Times, foi o arquitecto essencial da narrativa do establishment sobra a Rússia. Selecionou pessoalmente as duas dúzias de agentes de inteligência que fizeram o relatório sobre o qual foi construída toda a narrativa  de ataque cibernético que, como apontou o falecido Robert Parry no ano passado, está selecionando as conclusões do relatório. No entanto, como qualquer especialista em inteligência lhe dirá, "se escolher os analistas na mão, está realmente escolhendo a conclusão", escreveu Parry. Por exemplo, se os analistas eram conhecidos por serem linha-dura contra a Rússia ou apoiantes de Hillary Clinton, é de esperar que entregassem o relatório unilateral que fizeram". Clapper também é um mentiroso conhecido do tipo mais odioso. Em 2013, como Diretor Nacional de Inteligência, foi questionado no plenário do Senado sobre as práticas de vigilância da NSA, que em breve seriam expostas por Edward Snowden, e mentiu sob juramento. "A NSA colecta algum tipo de dados sobre milhões ou centenas de milhões de americanos?” Perguntou o senador Ron Wyden em Março de 2013. "Não, senhor", Mentiu descaradamente. "Há casos em que eles poderiam inadvertidamente, talvez, colectar, mas não intencionalmente."Este mentiroso conhecido era absolutamente fundamental na construção da narrativa da Rússia, que agora está sendo usada como suporte para novas escaladas perigosas da guerra fria, incluindo sanções, armando a Ucrânia, o expansionismo da NATO, e uma Revisão da Postura Nuclear. O porco nojento trabalha agora para a CNN". (Caitlin Johnstone- Medio Corporation).

Deep State

É uma versão. Uma análise. Mas tem alguma lógica. "Acusado de traição ou incompetência por tomar partido de Vladimir Putin contra os seus próprios serviços secretos, os comentadores da imprensa consideram seus dias contados desde que o establishment republicano e a Fox News saltaram na garganta do presidente americano. A imprensa só veio a Helsínquia para forçar Trump a envergonhar Putin. E admitir que a sua eleição não era legítima. Trump, como o poker, superou, fiel ao seu instinto, denunciando publicamente a "caça às bruxas". Mas isso não é suficiente para explicar o pânico nos olhos dos seus acusadores público. Convém perguntar: qual é o medo desse "partido único" que tem governado Washington desde 1945? Tentou desesperadamente cancelar a cimeira de Helsínquia. Ainda pior. Putin e Trump conversaram um com o outro (com seu intérprete) por mais de duas horas. O que disseram para irritar ranto o Deep State? Existe uma nova campanha de revelações em preparação contra o partido único? E porque razão Trump recontou a história do servidor do Partido Democrata, os 35.000 e-mails de Hillary Clinton ou do paquistanês Imran Awan que dirigiu a informática democrática no Congresso? Trump foi ver Putin como de Gaulle foi para Baden-Baden? Para se proteger do actual golpe contra ele pela coligação dos serviços secretos anglo-saxões? Putin deu-lhe informações? Talvez.
Putin, depois de mencionar Soros, produziu a "sua" lista de alvos ocidentais a serem indiciados (lista confirmada nas horas que seguiram seu Procurador Geral). Uma lista para dissecar com atenção, porque cada nome esconde vários ainda não mencionados. Esta lista revela dois nexos. O primeiro (sempre voltamos a ele) é a rede político-financeira de Clinton que o Departamento de Justiça de Trump hoje pretende analisar. A segunda é a grande quantidade de actores estatais que lidam com o chamado caso de falsificação "inglês" e russo (provavelmente contra opositores de Putin) que desencadeou a cascata de iniciativas "legais".Tanta gente que a polícia de Putin quer interrogar. Para não mencionar o demiurgo: o discreto e poderoso Bill Browder que é o iniciador da nova Guerra Fria entre Washington e Moscovo. Porque quem diz Browder diz Magnitsky, assim diz McCain. Daí o reflexo Republicano que nunca vai querer deixar emergir uma verdade: o senador McCain e seus amigos neo-conservadores e os Clinton que seria os autores da primeira tentativa de "mudança de regime" no seu próprio território. Ainda em andamento. Enquanto isso Trump sobrevive, esperando não acabar como Salvador Allende. (Artigo de André Archimbaud)

Rúsia vende títulos

Em um momento de tensões geopolíticas, os números do Tesouro dos EUA sobre os detentores de sua dívida mantêm os mercados financeiros. Apesar da guerra comercial, não é a China, mas a Rússia, que se destacou em Maio. O país está fora da lista dos maiores investidores estrangeiros em dívida pública dos EUA. Os russos estão vendendo os seus títulos. Em três meses, Moscovo vendeu quase 85% dos títulos do governo americano que detinha. Sua carteira caiu de 96,1 biliões de dólares em Março para 48,7 biliões em Abril e 14,9 biliões em Maio. A Rússia não é mais considerada um "grande detentor" pelos Estados Unidos. Uma medida de retaliação do Kremlin às sanções ordenadas por Donald Trump. A venda maciça da dívida dos EUA é provavelmente uma intervenção do banco central russo, lutando com uma queda de 10% no rublo contra o dólar no mesmo período. Tóquio comprou 17 biliões de líquidos em Maio. A Irlanda, que detém 301 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA. O Brasil com 299 biliões tem adotado uma política de compras líquidas desde Dezembro de 2017 e pode ultrapassar Dublin, cuja posição está essencialmente ligada  aos investimentos dos grupos americanos ali localizados. Claro que a China e o Japão são os maiores detentores.

The Jon Spencer Blues Explosion

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Assange vai ser expulso

O Equador está se preparando para entregar Julian Assange ao Reino Unido "nas próximas semanas ou dias", segundo as fontes da editora-chefe de RT Margarita Simonyan, enquanto o apoio político e a simpatia pela situação do fundador do Wikileaks se evaporaram mais ou menos desde a chegada de um governo que vê em grande parte Assange como um problema herdado e gostaria que mais do que qualquer coisa finalmente se livrar dele. No início desta semana, surgiram relatos na mídia do Reino Unido de que conversas de alto nível estavam acontecendo entre autoridades britânicas e equatorianas para tentar remover Assange da embaixada. O ministro do Exterior, Sir Alan Duncan, estaria liderando o esforço diplomático. Fontes próximas a Assange disseram que ele próprio não estava ciente das negociações, mas acredita que os EUA estão colocando "pressão significativa" no Equador, incluindo a ameaça de bloquear um empréstimo do FMI, se ele continuar na embaixada. Além disso,   os Estados Unidos importaram uma quantidade enorme de petróleo bruto do Equador na semana passada (um surto gigantesco sem precedentes, de repente), o que levanta a questão ... houve algum retorno?

quinta-feira, 19 de julho de 2018

The National

Vistos negados


Muitos artistas saídos da Síria queixam-se que as fronteiras internacionais estão fechadas para eles, enquanto tentam construir uma vida profissional e criativa no exílio. O fotógrafo Khaled Akil, por exemplo, foi impedido de entrar nos Estados Unidos mais de uma vez, o que coincidiu com um convite do Centro Markaz na Universidade de Stanford para expor o seu trabalho. Não é o único que enfrenta essa frustração. Em 2015, ao artista Thaier Helal foi negada a entrada no Reino Unido, onde o seu trabalho estava sendo exibido no espaço londrino da Ayyam Gallery. Em 2014, todo o elenco de "Síria: As mulheres de Tróia" viu negados vistos para uma performance em Washington, DC. O mesmo sucedeu com o rapper Mohammed Abu Hajar, residente da Alemanha, que ia realizar um espectáculo no Reino Unido. No ano passado, um quarto dos artistas convidados para um festival centrado nas artes árabes, não conseguiram entrar em Edimburgo e a maioria deles tinha passaportes egípcios, sírios, palestinos e sudaneses. No mesmo ano, o clarinetista sírio Kinan Azmeh, residente em Nova Iorque e graduado pela Julliard, ficou preso em Beirute depois da proibição de Trump ter entrado em vigor. O produtor sírio Kareem Abeed, que vive na Turquia, não pôde comparecer à cerimônia do Oscar depois do seu pedido de visto para os EUA ser rejeitado. Mais recentemente, o artista sírio Khaled Barakeh, que vive em Berlim, recebeu uma notável série de rejeições. Veio pela primeira vez para a Europa antes do conflito sírio para estudar na Dinamarca e continuou os seus estudos na Alemanha onde actualmente é um solicitante de asilo. Está envolvido como artista e curador no desenvolvimento de uma cena artística síria em toda a Europa. Foi convidado pela organização britânica Counterpoints Arts para participar do programa “Quem Somos Nós” na Tate Modern em Maio, mas não lhe concederam o visto.
Segundo Omar Berakdar da organização artística Arthere baseada em Istambul, as rejeições não se limitam à Europa e aos EUA, mas incluem a Jordânia e o Egipto, países que rotineiramente negam vistos a artistas sírios. Barakeh sabe que os problemas com vistos não se restringem a uma região ou a um continente. Em 2016 foi convidado a participar na Bienal de Xangai, mas a China negou-lhe um visto. Agora, teme também que não o deixem participar na próxima Bienal da Coréia do Sul. Ao poeta Tito Valery, também lhe negaram vistos para visitar diversos países europeus, mesmo com considerável apoio institucional. Mas existem alguns artistas que conseguiram obter vistos através do programa Artist at Risk, sediado em Helsínquia, que garante aos países anfitriões que o indivíduo não permanecerá como requerente de asilo nos países que visitar.

Will Smith na Rússia

From Russian with love. O actor Will Smith protagoniza o novo filme Gemini Man dirigido por Ang Lee. Depois de cinco meses de filmagens na Hungria, foi para a Rússia assistir à final do Campeonato do Mundo com o filho Jaden.

O bêbado Juncker

O presidente do Conselho da União Europeia é um bêbado que depende do gim e deixou o seu vice não eleito Martin Selmayr, apelidado de "o monstro", a dirigir a comissão de acordo com novas e explosivas alegações. Jean-Claude Juncker, um dos homens mais poderosos de Bruxelas, foi visto cambaleando e incapaz de andar na recente cimeira da NATO. Repetidamente negou as alegações de que ele é um alcoólatra e insistiu que a sua aparência às vezes caótica é devido à dor crônica nas costas conhecida como dor ciática. O jornalista francês Jean Quatremeter que cobre a UE há anos para The Spectator afirmou que Bruxelas está inundada de conversas sobre a bebida fora do controle do presidente. Estamos bem servidos.

Gisele Bundchen

A versão americana do novo livro de Gisele Bündchen já tem capa e vai ser lançado em 2 de Outubro. A modelo diz que foi uma experiência transformadora e intensa. "Lembrar de várias histórias que estavam adormecidas dentro de mim me fez sentir vulnerável e emotiva, mas, ao olhar para minhas sombras e inseguranças, aprendi a aceitar-me de uma maneira mais profunda. Os rendimento da vendas deste livro irão para o projeto Água Limpa, que ajuda a proteger as fontes de água para futura gerações".

Cortes na Condé Nast

A Condé Nast, editora da “Vogue” e de outros títulos importantes, está passando desde há tempo por uma reestruturação e fazendo alguns cortes. Reduziu as equipas das revistas e a quantidade de edições publicadas por ano. Algumas até pararam por completo as suas publicações físicas, mantendo-se apenas em versão online. Parece que a próxima da fila seria a “W Magazine“. Lançada em 1972 por John B. Fairchild e com editoriais fantásticos, mesmo que actualmente tenha apenas oito edições por ano, a revista corre o risco de fechar. Também corre o boato de que Anna Wintour vai mesmo sair da “Vogue”.

Adrien Piper


Está no MoMA uma exposição de Adrien Piper intitulada A Synthesis of Intuitions, 1965-2016. O trabalho do artista, que ao longo da sua carreira esteve na vanguarda do projeto conceitual, confronta e enquadra questões de raça, identidade e discriminação que levam o espectador a um envolvimento profundo e duradouro com conceitos. Trata-se de uma arte provocante e abrangente. “Parecia que quanto mais clara e abstratamente eu aprendi a pensar, mais era capaz de ouvir o meu intestino me dizendo o que eu precisava fazer”, escreveu Piper em 1996 sobre a sua evolução na prática. Dedicou-se rigorosamente à Filosofia nos primeiros anos da sua carreira e ainda dirige o Berlin Journal of Philosophy. A mostra integra um seleção expansiva de mais de 290 obras, incluindo desenhos, pinturas, fotografias, instalações multimídia, vídeos e performances que confrontam a raça e o seu impacto contínuo no estado de poder e relações políticas.

Katharina Grosse

Prototypes of Imagination é o título de uma exposição dos novos trabalhos de Katharina Grosse, que se encontra na Gagosian Gallery de Londres até 27 de Julho de 2018. Esta artista é conhecida por criar as suas pinturas in situ. Respondem ao ambiente em que são produzidas, geralmente com cores explosivas, dependendo directamente da arquitetura, interiores e paisagens. Usando cores fortes e movimentos ambiciosos, as suas obras testam os limites das fronteiras e redefinem o espaço. As pinturas e construções intrincadas desafiaram o espaço contido da tela. Grosse utiliza uma pistola industrial, o que provocou comparações do seu trabalho com arte de rua ou graffiti.

Elon Musk atacado

A polémica persegue Elon Musk. Foi revelado que o CEO da Tesla tinha sido um dos principais doadores do PAC, cuja missão é manter os republicanos no Congresso. Os liberais mostraram-se indignados. A ProPublica mostrou registros que confirmam essa doação. O PAC arrecadou mais de 8 milhões de dólares no segundo trimestre na esperança de afastar os adversários democratas. Entre os principais doadores destacam-se o magnata Sheldon Adelson e o dono da Houston Texans, Robert McNair, que superaram em muito Musk que deu apenas 33.900 dólares. Embora seja um dos 50 principais doadores, logo abaixo de Ken Griffin e Hank Paulson e acima da família Bass e Stephen Schwarzman. O grupo ambientalista "The Sierra Club", segundo relata a Bloomberg, defendeu Musk no Twitter, dizendo que ele "dedicou a sua carreira à missão de substituir os combustíveis fósseis por uma energia limpa e apoiou fortemente o trabalho da organização". Depois de Musk ter afirmado que disponibilizou 6 milhões em doações anonimamente, como uma tentativa de desviar a raiva pública do seu apoio ao Partido Republicano. O pedido do bilionário por um "favor" também desencadeou uma agitação civil entre o chefe de The Sierra Club e os seus funcionários, alguns dos quais não queriam que a organização defendesse o magnata publicamente. Mas o mais divertido disto tudo foi quando inúmeros liberais atacaram Musk, jurando que nunca comprariam um Tesla ou que iam devolver o carro que já tinham comprado.

Não se importam com a Rússia

"Há apenas um problema com o enfoque interminável dos democratas na Rússia e a constante conversa da mídia: poucos norte-americanos se importam, porque têm uma vida real na economia real para se preocupar". (Zero Hedge). Segundo a última pesquisa da Gallup, dos problemas mais importantes que a nação enfrenta, a Rússia nem sequer garantiu 1%  e, pior ainda, está declinando em importância a partir da cimeira de Helsínquia.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Haircut



Esta moda da risca feita à navalha não tem piada nenhuma. Destes três "modelos" o cabelo do futebolista Neymar é o pior até porque parece um ninho. Na verdade, o estilo pretende ser mais uma interferência artsy na cabeça que um corte propriamente dito. Com a cabeleira já aparada, o barbeiro ou cabeleireiro usa a navalha para desenhar no couro cabeludo.

Filme Prada

O novo fashion film novo da Prada traz o Outono-Inverno 2018/19 da marca com seus neons combinados num tom dark e é dirigido por Willy Vanderperre. O tom é surreal, lembrando David Lynch. Reúne Sarah Paulson, a actriz de “American Horror Story” e “Oito Mulheres e um Segredo, a drag queen Violet Chachki e a modelo Amanda Jean Murphy que já foi exclusiva da marca lá no começo de sua carreira.

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