Artistas e forças políticas da oposição ao actual governo espanhol contestam o desempenho de
Consuelo Ciscar que, na direcção do IVAN (Instituto Valenciano de Arte Contemporânea) "tem promovido um clientelismo ao serviço da direita". Esta terminologia é de um deputado do PSOE, um que quando esteve no poder fez trinta por uma linha. Não é por aí. A questão é que a senhora, além de pirosa, não percebe nada de artes plásticas. Fartou-se de desbaratar dinheiro em exposições como, por exemplo, a de arte chinesa que incluía 61 fotografias no valor de 440.280 euros, quantia paga a
Gao Ping, um galerista de Madrid que viria depois a ser acusado de branqueamento de dinheiro. Afinal descobriu-se que era um importante chefe da Mafia chinesa. Mas o divertido é que nesta história também aparece um português. Trata-se de
Júlio Quaresma, um zero à esquerda, que teve direito a passadeira vermelha. Mimado por
Consuelo Ciscar, participou na Trienal do Santo Domingo em 2010 e em 2007 numa exposição que percorreu várias cidades brasileiras, o que causou surpresa nas hostes das artes. Porque é que o IVAN promove no Brasil um artista português sem qualquer visibilidade internacional? Havia uma parceria com o Centro Cultural de Cascais. Também a filha de António Capucho mostrou as suas aptidões artísticas, que não são nenhumas, no IVAN. Consuelo Ciscar, que deu o nome a um passedoble, é casada com
Rafael Blasco. Um homem com um percurso curioso. Na juventude militou no Partido Comunista Espanhol e depois, com 20 anos, ingressou nas da FRAP (Frente Revolucionária Antifascista e Patriótica), uma organização marxista-leninista que chegou a à luta armada no tempo do franquismo. Mais tarde, o revolucionário, aderiu ao PSOE e finalmente ao Partido Popular onde tem vindo a desempenhar cargos de responsabilidade. Actualmente está acusado de corrupção.
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