quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cats and Girls


"A minha pintura é a recordação de um mundo que já não existe", afirmou Baltthazar Klossowski. Conhecido como Balthus, nome que adoptou por sugestão do amigo Rainer Maria Rilke, tinha duas obsessões: as meninas e os gatos. Não aprecio Balthus, até o acho detestável. Toda a sua vida pintou gatos, muitas vezes inseridos nos retratos de meninas lânguidas em poses ambíguas. De pernas abertas, mostrando as cuecas, e às vezes nuas. Houve quem questionasse os motivos do artista sobre esta temática. Mas alguns intelectuais como André Breton, Antonin Artaud e Albert Camus, Jacques Lacan e Federico Fellini sempre defenderam o trabalho de Balthus. "...As crianças são como os gatos, difícil de domar, possuindo essa inocência implacável em que a felicidade se encontra a um fio de cabelo do infortúnio, onde gentileza nunca está longe da maldade, onde o ódio anda de mãos dadas com o amor", escreveu Alain Viscondelet. Até 21 de Janeiro, o Metropolitan Museum de Nova Iorque apresenta a exposição Balthus: Cats and Girls-Paintings and Provocations.  

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