terça-feira, 5 de agosto de 2014

Jake Chapman

O artista Jake Chapman numa entrevista ao The Independent discute o papel do público na arte. Disse que odiava a "a cultura de entretenimento e homogeneizada". Preocupa-se com a mentalidade de rebanho que impera nas sociedades actuais dos países desenvolvidos. Faz parte da dupla Chapman Brothers que cultiva um atitude iconoclasta. Bad boys das artes plásticas desfiguraram gravuras de Goya, refizeram aguarelas de Hitler e colocaram soldados de brincar no inferno. Vinte anos depois dos Young British Artists, que se tornaram celebridades milionárias, Jake Chapman não se sente realizado. "O problema é que complexidade e popularidade não são necessariamente bons companheiros. Houve uma reviravolta estranha do destino. De repente, a vanguarda radical, discursiva, crítica torna-se o farol das classes médias." Abomina a ideia das  hordas que fazem intermináveis filas para ver as exposições da Tate Modern. "A arte é algo que os artistas fazem. Trata-se de uma questão de intencionalidade", diz a propósito do intenso debate que provocou a lâmpada que acendia e apagava numa sala vazia com a assinatura de Martin Creed. A "obra" que lhe deu o Turner Prize.

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