O artista
Jake Chapman numa entrevista ao
The Independent discute o papel do público na arte. Disse que odiava a "a cultura de entretenimento e homogeneizada". Preocupa-se com a mentalidade de rebanho que impera nas sociedades actuais dos países desenvolvidos. Faz parte da dupla
Chapman Brothers que cultiva um atitude iconoclasta.
Bad boys das artes plásticas desfiguraram gravuras de Goya, refizeram aguarelas de Hitler e colocaram soldados de brincar no inferno. Vinte anos depois dos
Young British Artists, que se tornaram celebridades milionárias,
Jake Chapman não se sente realizado. "O problema é que complexidade e popularidade não são necessariamente bons companheiros. Houve uma reviravolta estranha do destino. De repente, a vanguarda radical, discursiva, crítica torna-se o farol das classes médias." Abomina a ideia das hordas que fazem intermináveis filas para ver as exposições da
Tate Modern. "A arte é algo que os artistas fazem. Trata-se de uma questão de intencionalidade", diz a propósito do intenso debate que provocou a lâmpada que acendia e apagava numa sala vazia com a assinatura de
Martin Creed. A "obra" que lhe deu o
Turner Prize.
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