domingo, 10 de agosto de 2014

Muito estranho

No seu blogue Wait But Why, o americano Tim Urban relata as suas impressões do Japão onde tudo é "incrivelmente agradável, limpo, ordenado, seguro e de alta qualidade. Resumindo: tudo muito bom mas muito estranho. Coisas que deveriam estar sujas, como as casas de banho públicas na estação de metro, encontravam-se impecavelmente limpas. Os botões nas mesas dos restaurantes para chamar os empregados. Quando se chama um táxi, a porta abre-se logo que nos aproximamos. "Nunca me senti tão seguro nunca cidade grande como em Tóquio". O Japão é a quarto país com menos homicídios. Depois de Singapura, Mónaco e Lichtenstein. Mas torna-se difícil a comunicação como no filme Lost in Translation. "Poucas pessoas falam inglês. Limitam-se a fazer sorrisos, movimentos de mãos e vénias". Quanto ao fenómeno da cultura pop japonesa chamada kawaii, desde os Hello Kitty aos anúncios das tendências da moda têm um aspecto infantil mas sexualizado. Ah! Os restaurantes temáticos. "Estive num café onde havia corujas e coelhos vivos a saltarem junto das mesas. Também jantei num restaurante com funcionárias vestidas de empregadas domésticas. Dirigiam aos clientes olhares sensuais mas comportavam-se como crianças de cinco anos. Batiam palmas, cantavam músicas com vozes estridentes, tudo aquilo parecia um cartoon. Senti-me assustado sem saber se o clima era ou não sexual".
Tim Urban achou as pessoas muito educadas e com uma conduta moral íntegra. À medida que o tempo foi passando, apesar de ser tratado maravilhosamente, sentiu que "não fazia parte daquele clube".

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