sábado, 9 de agosto de 2014

Novos artistas chineses

Conheci Barbara Pollack nos finais dos anos 90 em Nova Iorque quando ela fazia exposições de jovens artistas desconhecidos by appointment na sua casa de West Village. Congratulo-me que tenha obtido sucesso como curadora. Tanto assim que organizou a mostra My Generation: Young Chinese Artists, incluindo 27 artistas com menos de 39 anos. O foco do programa não poderia ser mais oportuno, visto que há duas grandes tendências agora no jogo e até um pouco em desacordo na República Popular da China. Se, por um lado, a pintura de tinta e caligrafia estão a ressurgir como recuperação da identidade cultural e da história. Em contraponto há a globalização que é abraçada por artistas experimentais da nova geração. "Estes artistas nasceram todos depois de 1976, ano em que Mao morreu e a Revolução Cultural terminou. Ao contrário de seus antecessores, que viveram uma época em que toda a arte chinesa foi controlada pelo estado e o país estava isolado. Agora cresceu com uma economia de mercado em expansão e tem acesso à informação vinda do mundo exterior. Eles não usam a iconografia Revolução Cultural encontrado em obras de Zhang Xiaogang, Wang Guangyi e outros artistas mais velhos. Na verdade reflectem os movimentos de arte globais e  rejeitam a noção de que a arte deve servir o Estado ou ter uma agenda sócio-política", disse Barbara Pollack.

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