Morreu o escritor belga
que abalou o microcosmo intelectual de Paris quando em 1971 publicou o livro
Les Habits Neufs Du President Mao onde denunciava os crimes do maoísmo e do grande líder que era idolatrado por uma certa burguesia europeia intoxicada pela propaganda marxista-leninista. De
Philippe Sollers a
Serge July, o pequeno mundo da extrema-esquerda, ficou irritado com a desmistificação do paraíso em que acreditava. O "objectivo"
Le Monde até chegou a acusar
Simon Leys, graduado pela Universidade de Louvain e que viveu na China no tempo da Revolução Cultural, de "divulgar as teorias da CIA". Mas o desastre humano do comunismo chinês, tal como os seus modelos exportados, incluindo o Camboja, acabaram por desacreditar a aventura desta ideologia. Conservo ainda este livro e
revo cul dans le China pop que me ajudou a consolidar o meu pensamento. Saiu quatro anos depois da publicação de
Le Point d`explosion de L`idéologie en Chine do situacionista
Guy Debord.
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