As autoridades sauditas proibiram o jornalista
Jamal Khashoggi de escrever em jornais, aparecer na TV e assistir a conferências. A proibição abrange alguns meios de comunicação como Al-Arabiyah, Al-Hadath e Al-Ikhbariyah. Também inclui a
Al Jazeera TV, um canal que é financiado pela Arábia Saudita. Isto aconteceu depois de ter criticado num Instituto de Washinghton a eleição de
Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. "Este senhor não representa o governo da Arábia Saudita ou as suas posições em qualquer nível. Trata-se de uma opinião pessoal", disse uma fonte do Ministério Saudita. Em meados de Novembro, um ex diplomata saudita afirmou que a maioria dos membros da família real, "estava feliz com o resultado" das eleições americanas. Quanto a
Khashoggi declarou que as posições de Trump sobre o Médio Oriente eram muitas vezes contraditórias, especialmente em relação ao Irão. "Mostra ser anti-iraniano, mas apoia o presidente
Bashar al-Assad no conflito sírio, que em última análise reforça o controle regional iraniano e enerva a Arábia Saudita que devia preparar-se para algumas surpresas e "criar uma aliança dos países sunitas". Num artigo do
Washington Post, o escritor e jornalista Khashoggi sublinhou que quando os assessores de
Trump lhe mostrarem o mapa, certamente ele vai perceber que apoiar Vladimir Putin significa apoiar a agenda iraniana.
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