domingo, 26 de junho de 2016

Raf Simons

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Ne feira Pitti Uomo de Milão, fundada em 1972 com foco na divulgação da moda italiana masculina, acabou agora por acolher designers visionários que trazem propostas mais vanguardistas. É o caso de Raf Simons que apresentou um desfile ambicioso. As fotografias de Robert Mapplethorpe ou a fetichização da sua obra com toques estilísticos, desde as flores aos pénis erectos, gravadas nas peças da colecção. E também estampas do artista plástico americano Sterling Rubi e as parkas Peter Saville.  

Making & Unmaking


Até 18 de Setembro encontra-se no Camden Arts Center de Londres uma exposição com o títuto de Making & Unmaking comissariada pelo designer nigeriano Duro Olowu que projectou um padrão de rabiscos rápidos. A beleza da arte instintiva e espontânea. Eis o tema da mostra que reúne mais de 70 artistas de todo o mundo, abrangendo este século e o último, incluindo têxteis do século 19 feitos por mãos desconhecidas. Individualmente, cada trabalho tem uma história para contar. Esta colagem eclética de obras, algumas das quais têm fortes mensagens políticas, aborda questões relacionadas com a identidade cultural, a sexualidade e a representação do corpo. Há trabalhos de Louise Bourgeois, Lisa Brice, James Brown, Ligya Clark, Carol Bove, Fernand Léger, Brice Marden, Chris Ofili, Irving Penn, Lorna Simpson e de muitos outros.


Homrens Fendi


As roupas da colecção masculina para SS/17 da Fendi parecem enganosamente normais. O director criativo da marca, evitando o sensacionalismo, sempre tentou um afastamento da confecção artesanal desta antiga indústria italiana. Homens vestidos com calções simples listrasdos e forros luxuriantes. Sem descurar os detalhes. Inspirou-se em fotografias de Pablo Picasso, David Hockney e Dali com chapéus Panamá sentados à beira das piscinas. Num clima de férias. O tema do desfile era sol e diversão.

John Oliver


John Oliver no seu programa satirizou sobre a controvérsia do Brexit. Convidou outros países a deixarem a União Europeia que não é, segundo ele, perfeita. "É grande e implacavelmente burocrática. É uma instituição arrogante e irritante. Pensem como Gerard Depardieu. Mas insistiu que a Grã-Bretanha deixar a UE seria um movimento absolutamente insano. "Felizmente, os líderes mundiais concordam. Obama, Japão, China e outros influenciadores globais são opositores ferrenhos de Brexit". Agora que se consumou o "!pesadelo" não perdeu o humor.

Bill Cunningham (1929-2016)


O lendário Bill Cunningham, que conciliou a fotografia de moda com a "antropologia cultural nas ruas de Manhattan" onde morreu ontem. Nascido em Boston, tinha 87 anos. Percorria a cidade de bicicleta, vestido com o icónico casaco azul de operário francês, calças de cáqui e ténis pretos, captando imagens das pessoas comuns para detectar as tendências. Encontrei-o algumas vezes na midtown, fazia parte da paisagem urbana de uma Nova Iorque que infelizmente está a desaparecer. Durante a sua carreira de 40 anos no New York Times fotografou inúmeros ícones da moda. Numa entrevista tinha dito que "as celebridades e o tapete vermelho contribuiram para descaracterizar a indústria da moda". Apesar de não ter telefone disse que o futuro pertencia à geração high-tech. Defendia a "simplicidade e honestidade de roupas". Segundo ele, é o que a moda americana faz melhor.

Marc Faber


O bilionário e investidor internacional Marc Faber,  um suíço baseado na Tailândia, disse que mais países devem seguir o exemplo da Grã-Bretanha e deixar a "doente" União Europeia. Conhecido pelas suas previsões sombrias para os mercados financeiros, tem sido há muito tempo um crítico mordaz da UE sobre a sua gestão da crise da dívida europeia. Numa entrevista saudou a decisão dos eleitores britânicos a optarem pelo Brexit que considerou "o melhor que poderia ter acontecido". Vão certamente ganhar a parada com os mercados de acções e a libra reunidos.

Com ela


Segundo uma nova sondagem do Washington Post-ABC News, o candidato Donald Trump que tem alimentado várias controvérsias com os colegas republicanos e grande maioria dos eleitores em geral, impulsionou a subida de Hillary Clinton para uma vantagem de dois dígitos a nível nacional. Mas os democratas também estão preocupados com os índices de desaprovação da sua candidata.

Sacrifícios dos cordeiros


O senhor Jeremy Corbyn foi encostado às cordas. Tem estado sob uma considerável pressão, desde a vitória do Brexit. Ontem, o dirigente do Partido Trabalhista em apuros avisou que não iria ficar de lado se houvesse uma disputa pela liderança. Foi vaiado num evento gay em Londres. Tom Mauchline, numa das mais acesas discussões com o político trabalhista, gritou-lhe: "A culpa é sua Jeremy..." A consequência política da decisão da Grã-Bretanha deixar a União Europeia também provocou um debate dentro do Partido Conservador sobre a escolha do sucessor de David Cameron. Há uma tentativa de golpe emergente contra o líder do Partido Trabalhista na oposição. Durante a noite surgiu a notícia de que Corbyn tinha demitido Hilary Benn, um dos membros mais antigos da sua equipa e que desempenhava o cargo de secretário sombra das Relações Exteriores. Acusou-o de conspirar contra ele, o que levou à renúncia de outro membro do Labour que teme "uma queda catrastófica" nas próximas eleições.

Roubini contra Brexit


O economista americano Nouriel Roubini avisa: "Brexit could tip Britain into a Recession". Refere-se a um choque para os negócios e à confiança do consumidor que podem ser graves.

sábado, 25 de junho de 2016

Nada de referendos



 O articulista Alex Shephard do New Republic, a propósito da decisão da Grâ-Bretanha sair da União Europeia, diz que os referendos são maus e, ironicamente, anti-democráticos. "Por definição são simples respostas de sim ou não para problemas extremamente complicados que os eleitores não podem compreender. Esses eleitores já tiveram a oportunidade de votar em eleições regulares que são definidas pelas questões mais importantes do dia, mas fazer referendos tão redundantes é uma afronta à democracia representativa. Que a democracia representativa, além disso, existe porque o Estado moderno é demasiado complexo para ser executado por democracia directa...Os referendos são uma ferramenta política de demagogos e ditadores". Não concordo nada. Acho esta conversa de académico ofensiva. Para já os ditadores não fazem referendos. Nem pó. E o conceito de demagogo não é assim tão abrangente como se quer fazer querer.

Yohji Yamamoto


O homem de Yohji Yamamoto nesta primavera-verão 2017 está entre a guerra e a desistência. Parece um herói e outra vezes um derrotado. O estilista japonês, para mim o maior, deixou os modelos com a barba mal feita e o cabelo desarrumado. Quanto às roupas, as silhuetas parecem estar fora do lugar, com casacos longos e calças curtas. Da paleta de cores, dominam o preto e o azul escuro. Muita sobreposição com peças largas dão o tom da coleção. A anti-moda.

After the Goldrush


Rick Owens


Nunca imaginei que Rick Owens gostasse da música de Neil Young. Mas foi a canção After Goldrush que o estilista californiano escolheu para acompanhar o seu desfile de moda masculina SS/17 em Paris. A ideia do mundo em mudança inspirou-o esta temporada. "Pensei em fazer algo de mais suave", afirmou o designer americano que normalmente aposta no dark extravagante.

Censurado


Jeremy Corbyn, o líder do Partido Trabalhista há menos de um ano está a ser alvo de críticas. Não fez o "serviço" como devia ser. Já conhecia o referendo da UE desde Fevereiro, mas parece que não sentiu qualquer motivação para se envolver. Há mesmo quem diga que mostrou uma certa relutância. Os tradicionais eleitores pobres do Labour inclinaram-se para a saída do Reino Unido da UE, sobretudo no Nordeste e no País de Gales. Sentem-se ignorados e lesados. Nada têm nada a ver com Corbyn, cuja liderança é um desastre. "Sem paixão, sem substância, sem retórica. Nunca foi capaz de perceber os desafios existenciais nos rostos das pessoas", Agora parece que o partido, farto de tanta inoperância, vai apresentar uma moção de censura. O jornal Washington Post acha que ele se devia demitir. Num novo documentário da Vice News com o título de Jeremy Corbyn:The Outsider, o supervisor Gavin Sibthorpe do Labour revelou que tentou que o líder se vestisse adequadamente. Mas também disse que o homem era um chato, sem chama. O filme "foi uma meia hora desoladora e deprimente". O tubarão ferrou-he os dentes.

Commes Des Garçons


A colecção masculina SS/17 da Commes Des Garçons apresentada na Semana da Moda de Paris é confeccionada com PVC. Brilho e transparência. Os modelos parecem imperadores com aquelas coroas nos cabelos. A criatividade arty da japonesa Rei Kawkubo.

See you later

"Janet Yellen deve enviar uma nota de felicitações ao Nigel Farage e Boris Johnson, os políticos britânicos mais responsáveis pelo sucesso da campanha Brexit. Também deve enviar-lhes algumas cestas de frutas, flores, cartões de Natal, e um sincero "obrigado". Isso porque o voto Brexit bem sucedido, a incerteza e a volatilidade dos mercados globais irá fornecer à Federal Reserve a desculpa para adiar a aumentos das taxas nos Estados Unidos sem ter que fazer a admissão dolorosa que a fraqueza económica doméstica continua a ser a principal razão para continuar a deixar as taxas perto de zero...Noutro nível, o voto no Reino Unido ilustra a ineficácia fundamental das políticas monetárias e financeiras que têm sido implementadas pelos bancos centrais dominantes no mundo. Durante anos, as elites globais têm vindo a dizer-nos que a regulação déficit, governo e estímulo do banco central é a melhor maneira de curar a economia global na esteira da crise financeira de 2008. Para provar esses pontos, os economistas de elite associados com os governos, académicos do setor financeiro têm apontado para todos os tipos de métricas para mostrar como as suas políticas foram bem sucedidas. Mas o homem na rua percebe uma realidade muito diferente. Eles sabem que seus padrões de vida caíram, seu custo de vida aumentou, e que suas perspectivas de emprego se deterioraram. Eles vêem uma perda de confiança e a estagnação econômica quando lhes  asseguram o oposto. Essa desconexão alimentou o sentimento anti-establishment em ambos os lados do Atlântico. Nos Estados Unidos, deu origem às candidaturas insurgentes de ambos Donald Trump e Bernie Sanders. Os sucessos inesperados de ambos refletem uma profunda desconfiança do sistema estabelecido.. Os eleitores britânicos podem não saber como vão ficar com uma Grã-Bretanha independente, mas sabiam que algo estava podre e não apenas na Dinamarca, mas em toda a União Europeia. O mesmo acontece nos Estados Unidos. Os nossos líderes vão ter mais surpresas". ( Peter Schiff- Euro Pacific Capital)

Coitados dos ricos


Segundo Tyler Durden (Zero Hedge) o alarmismo, as ameaças de um apocalipse financeiro iminente, as previsões terríveis de George Soros, do Banco da Inglaterra, de David Cameron e até mesmo de Jacob Rothschild não se justificavam e não impediram o Brexit. "O Reino Unido foi o mercado europeu com melhor desempenho na sequência do resultado da votação, tal como nós esperávamos há três dias quando escrevemos que Soros estava errado. Já se verificou que o maior perdedor será a Europa e as perssoas mais ricas da Grâ-Bretanha". Quinze bilionários perderam montes de dinheiro. Por exemplo, Gerald Cavendish Grosvenor liderou esse grupo com a perda de um bilião de dólares. Seguido de Philip Green, Charles Cadogan, Bruno Schroder e de mais 400 figuras a nível mundial. De acordo com a Bloomberg, a maior queda foi a de Amancio Ortega (dono da Zara) que ficou sem 6 biliões. Bill Gates, Jeff Bezos e George Soros também foram afectados nas suas fortunas.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Opiniões de economistas


Larry Summers: "Os mercados de ações em Itália e Espanha estão abaixo quase o dobro dos do Reino Unido. As perspectivas para a Europa pode em alguns aspectos ser pior do que para o Reino Unido. Existe o risco real do "populista saída contágio" em alguns países. A crise de crédito é um risco grave. Ao contrário da Grã-Bretanha, a taxa de câmbio ponderada comercial é improvável que venha a diminuir muito. O banco central tem menos espaço para medidas de política incrementais. ... Os efeitos sobre o resto do mundo vai depender muito da psicologia".

Scott Sumner: "Eu enfatizaria mais um choque monetário. Em termos reais faz pouca diferença se o Reino Unido está dentro ou fora da UE (especialmente em lugares como os EUA e o Japão). É uma questão monetária. Isso significa que o efeito final depende inteiramente de como os bancos centrais irão reagir. Será que mostram imaginação e liderança ou continuam agindo da maneira que têm agido desde 2007".

Efeito corrosivo


Numa entrevista à CNBC sobre o voto Brexit, Alan Greenspan disse que os Estados Unidos estão a resvalar para uma recessão. Traçou um quadro negro, dizendo que vivemos um período tão grave que até pode superar o Black Monday. "Desde que eu estive no serviço público nunca assisti a nada tão mau. Lembro-me do 19 de outubro de 1987, quando o Dow caiu por um valor recorde de 23 por cento, mas isto agora tem um efeito mais corrosivo." O antigo presidente da Reserva Federal referia-se à combinação sem precedentes de estagnação económica, demografia em baixa, programas de benefícios insolventes, desigualdade social e divisão da riqueza. E, claro, ao excesso de dívida histórica que poderia e deveria ter sido esvaziada em 2008. "O erro está no Euro. O Brexit não é o fim do conjunto de problemas. Há uma problema muito sério que é os países do sul da zona estarem a ser financiados pela parte do norte e o Banco Central", acrescentou

All is Well


No rescaldo da votação Brexit, todo o conceito de uma União Europeia de repente encontra-se existencialmente ameaçado com exigências de referendos emitidos durante a noite pelos Países Baixos, França, Itália, Escócia e etc. É por isso que as instituições europeias têm desencadeado uma tentativa de acalmar o pânico que a UE nunca tinha sentido, nem mesmo durante as turbulências da crise de insolvência grega.

Ainda Basel


Gosto do trabalho de Sol Calero, uma artista venezuelana que vive em Berlim. Mostrou esta Casa de Cambio na galeria britânica Laura Bartlett. Uma instalação imersiva e colorida que é uma verdadeiro deleite.Com base em histórias políticas, urbanas e sociais complexas ligadas à construção da cultura latina e da identidade. Embora leve e divertida, à primeira vista, é um comentário corajoso sobre o valor, quando a Venezuela tem a inflação fora de controlo e vive num clima de miséria autoritária. Tem um significado forte, tanto mais que a peça estava localizada numa feira onde havia as obras de arte mais caras do mundo.
Quase me tinha esquecido dele. Sim, do artista americano Eric Fischl que fez sensação nos anos 80 integrado no movimento do chamado "regresso à pintura". Estava na galeria Skarstedt com The Wall que pertence a um novo corpo de trabalho, já de 2016, sobre o mercado da arte contemporânea. Descreve os pequenos detalhes do ambiente das feiras de arte com a sua atmosfera carregada de dinheiro e vaidade.

Jean Dubuffet


Até 2 de julho, a Timothy Taylor Gallery de Londres apresenta uma exposição de Jean Dubuffet com o título de Late Paintings que inclui esculturas, pinturas e trabalhos em papel. Uma série de obras concluídas entre finais dos anos 60 e 80. A transformação na abordagem do artista é especialmente evidente no série Hourloupe que começou de rabiscos feitos com uma caneta esferográfica quando o artista estava falando ao telefone. Mais conhecido por ter inventado o termo Art Brut nos finais da década 1940, defendia uma arte produzida fora círculos comerciais e académicos. Era contraa cultura dominante. No movimento que apoiou integravam-se obras feitas por crianças, pacientes psiquiátricos e presos. O artista francês trabalhou com uma variedade de materiais pouco ortodoxos. Utilizou areia, palha e alcatrão nas suas pinturas a óleo para lhes as pinturas uma aparência texturizada. Noutras, trata a tela como uma "paisagem mental".

Um duche de água fria


Incrível, mas é verdade. Segundo a CNN, a União Europeia deveria punir o Reino Unido para dar o exemplo a outros que tenham a veleidade de se exitizar. Observando as dúvidas crescentes sobre a UE em toda a Europa, Angela Merkel afirmou que era importante explicar os benefícios da UE às populações, dizendo que o bloco foi "o nosso fiador de paz e prosperidade." Também anunciou que vai colocar os próximos passos do governo alemão em relação ao Brexit num discurso no parlamento alemão na próxima terça-feira. Se, e por quanto tempo, a Europa vai existir no seu formato actual, após o acontecimento histórico da noite passada desconhece-se o que pode suceder. Quem está mais exposto ao perigo? Os que saltaram da embarcação ou os que ficaram? Uma coisa é certa. Há um vencedor muito claro desta perigosa situação em que a Europa se encontra.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

The Clash


Estados Unidos


Embora dizendo que os Estados Unidos se encontram "em boa forma," o FMI mais uma vez cortou em dois décimos a previsão do PIB para 2016. Ainda assim o relatório  sublinhou que "a inflação contida contida e a economia tem repetidamente demonstrado a sua resistência em face da volatilidade do mercado financeiro, um dólar fortalecido e uma demanda global moderada". Mas revela preocupações sobre o crescimento dos EUA  que pode estar perdendo força". Observa ainda que os dados do emprego "são tipicamente um indicador de atraso", e acrescenta que "os indicadores de alta frequência apontam para uma aceleração da actividade no segundo trimestre."

Boa, Boa!


A resposta às perguntas irritantes de um repórter emplasto foi atirar com o microfone para um lago artificial. "O atleta  mais bem pago do mundo que está, obviamente, sentindo a pressão reagiu a uma provocação insensível. Então quem sabe o que fará Cristiano Ronaldo quando um repórter tiver o azar de o enfrentar, se Portugal perder hoje à noite? ( Esquire magazine, US). A imagem é uma obra do artista plástico americano Brian Belott.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Procol Harum


Boualem Sansal


Boualem Sansal é um escritor argelino que foi censurado no seu pais de origem. O ano passado publicou  "2084, la fin du monde" um livro orweliano publicado pela Gallimard. Numa entrevista disse de há dias, a propósito do assassinato casal de polícias, disse que era  a "hora da faca e da garganta cortada". Cita o Profeta Maomé que proferiu esta terrível sentença dirigida aos descrentes: eu vim para vocês com a degolação. Vimos como o Daech levou à letra esta frase e quantos milhares de pessoas foram abatidas como ovelhas, com todos os refinamentos que mentes doentes podem inventar para exaltar sua sede crueldade". Sublinha ainda que o método da faca vai proliferar, de resto o terrorismo islâmico na Europa ainda está no princípio. "O seu propósito é salvar o mundo, convertendo toda a humanidade. Mas os muçulmanos moderados têm métodos mais suaves como o da pregação. Eles tornam as suas operações sustentáveis. A força dos islamistas e pregadores é a paciência. A França é um terreno muito fértil para a islamização pela maneira gentil e por meio da violência. Está preocupada, dividida, exausta e revoltada. A prática religiosa está a aumentar entre os muçulmanos e as conversões explodem". Sansal acrescenta que os radicais não têm preocupações de dinheiro. Generosos doadores ​​não faltam. Como acabar com o ISIS? "Só se for com uma intervenção militar no terreno liderada pelos países árabes. E, em seguida, ter uma missão da ONU permanentemente instalada para a reconstrução da região com uma força armada para evitar represálias".

Senhora Roma


"Nós vamos repor a legalidade e a transparência nas instituições da cidade após 20 anos de má governação. Connosco, uma nova era está começando", disse Virginia Raggi que conquistou a Câmara de Roma. Outro golpe político para Matteo Renzi, o primeiro-ministro italiano, foi a vitória de outra candidata do Movimento Cinco Estrelas que ganhou o município de Turim. Chiara Appendino alcançou 55 por cento dos votos contra os 45% de Piero Fassino, o titular do Partido Democrático. A verdade é que Renzi está enfrentando desafios significativos dentro do país. O fraco crescimento económico e um sector bancário em crise, alegações de corrupção levam ao descontentamento. E são os partidos anti-sistema que capitalizam. Vai acontecer um referendo constitucional em Outubro para decidir o futuro político de Renzi, cujas chances começam a ficar reduzidas. A social-democracia encontra-se em declínio. Complicado!