Estamos a assistir a uma nova forma de ditadura. Não se trata daquelas ditaduras repressivas que suprimem as liberdades, mas de uma sociedade de controlo que nos dá direitos. Direitos que tornam a nossa vida insuportável. Coloca chips nos cartões de crédito e nos telemóveis. Instiga ao consumo e procura o desaparecimento do espontâneo, do risco, do individual, do particular, do original, do imprevisível. É o paraíso da burocracia, das medidas de segurança, das normas, dos procedimentos, dos livros brancos, dos manuais de estilo, das reuniões e dos comités. Está obcecada com os números, os gráficos e as estatísticas. Não se sabe se a sociedade do controlo é de direita ou de esquerda, mas temos a sensação de que surge do pior da esquerda e do pior da direita. Consideri a União Europeia o modelo dessa sociedade de controlo.
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