Já tinha esquecido
Irvine Wesh. Quando li o
Trainspotting, palavra que em calão significa um chuto de heroína, fiquei fascinada. Uma escrita em total ruptura com os esquemas académicos. Este escritor escocês, oriundo da classe baixa e durante mais de vinte anos viciado na heroína, tornou-se um fenómeno de culto quando o livro surgiu em 1993. Sobretudo depois de
David Boyle o ter adaptado ao cinema. Mostra-se mais apaziguado nas últimas entrevistas que a propósito do filme
Filth, baseado na sua novela com o mesmo nome, lhe fizeram. Eis duas frases que achei interessantes: "O desejo de transgressão nas pessoas pode ser forte, mas as consequências também o são". E a propósito de se assumir como monogâmico disse: "Quando ficamos mais velhos não há nada de mais sórdido do que acordar e não saber o nome da pessoa que se encontra ao nosso lado na cama". E volta a repetir que sempre mais fã de
William Burroughs do que de
Charles Bukowski. Concordo inteiramente.
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