segunda-feira, 16 de setembro de 2013

UP, UP

Em 2015, a dívida pública na zona do euro deve crescer para 100% do PIB sem contar com a dívida oculta que corresponde à parte não financiada do custo do envelhecimento da população. Segundo Bruno Colamt, professor da Universidade de Lovaina, a dívida pública europeia aumentou 3.000 biliões desde 2007. Ora os critérios de Maastricht estabelecem os limites de 60% ​​da dívida pública do PIB, o que significa que isto não é suportável. "Os estados da zona euro estão em falência, não é a dívida em si que importa, mas a sua coerência com as receitas de prosperidade futura". No artigo, o economista explica que o modelo de estado social está na raiz desta situação. Mas também se deve à crise económica e aos salvamentos bancários. Como sair desta armadilha viciosa? Crescimento ou inflação que dilui o valor da dívida. Infelizmente não há crescimento e a política alemão exclui a inflação. "A falta de acesso aos mercados financeiros de alguns países do sul da Europa está confirmado, será pois necessário um cancelamento da dívida do tipo que sucedeu com a Rússia em 1998". Este cenário, de acordo com Colmant, não é de ficção científica. Lembra que a dívida pública portuguesa foi comprada por bancos nacionais, reemigrou portanto para o seu país de origem. Seguindo a lógica alemã as dívidas dos países devem ser rigorosamente financiadas pela poupança interna.

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