Num dos seus últimos artigos
Kathy Acker (1947-1997) descreve o seu encontro com as
Spice Girls num espaço onde as raparigas inglesas ensaiavam a participação no programa
Saturday Night Live. Em plena
Hell`s Kitchen, uma daquelas zonas de Manhattan onde ninguém se atrevia a andar, a não ser que fosse comprar drogas ou armas. Actualmente mudou, tornou-se uma área valorizada e até chique. A conversa com as componentes da "marketing concept band" foi publicada na Vogue em 1996. Conheci Kathy no bar
KGB, no Lower East Side. Tinha um visual impactante. Foi-me apresentada pelo
Martin Avilez. Escritora e ensaista controversa era uma figura de culto do movimento punk. Feminista radical, vanguardista e iconoclasta, activista da
new left rejeitava o moralismo da esquerda tradicional. A temática da sua escrita fragmentada e com cut-ups foi comparada à de
Jean Genet. Em 2017, quando se cumprirem os 20 anos da morte desta intelectual americana, verdadeiramente rebelde, vai sair uma biografia com o título de
Kathy Acker: Her Revolutionary Life and Work. Teve uma vida turbulenta, cheia de aventuras sexuais perigosas, e morreu de cancro num clínica em Tijuana, no México.
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