terça-feira, 29 de novembro de 2011

Os economistas



Incapaz de prever a inflação acompanhada de estancamento nos anos setenta ou de diagnosticar a recuperação do crash nos oitenta, a ciência económica sofreu uma quebra de prestígio. Os erros dos economistas, que viveram um período glorioso na década de sessenta, devem-se em parte a lacunas agravadas pelo dogmatismo, a falta de modéstia e uma frequente incapacidade de convencer. Milton Friedman advertiu os keynesianos de que não há intercâmbio possível entre a inflação e o desemprego. Isso só traria mais inflação e mais desemprego. Foi exactamente o que sucedeu nos 70. Agora, nesta fase difícil que atravessamos, cada cabeça sua sentença. Até há leigos na matéria como Mário Soares a dar palpites. Associo-o sempre aos jogadores da bisca lambida que frequentam as sociedades recreativas. Dizem umas bocas, alvitram soluções, nunca falam verdade. Estive a ler um artigo de Jeffrey Sachs, actualmente director da Earth Institute da Columbia University (New York). Em "Let`s save the eurozone from itself", este prestigiado economista diz que a zona euro pode e deve sobreviver, mas não sobreviverá se continuar a seguir a corrente trajectória. Estou muito em sintonia com o seu pensamento, pondero mesmo comprar o livro The Price of Civilization que publicou recentemente.

Sem comentários: