quarta-feira, 25 de março de 2015

Legs Are Not Doors

Gosto deste vídeo que a Proenza Schouler lançou esta semana para divulgar a sua colecção de primavera-verão 2015. A campanha, protagonizada pelas actrizes Liv Tyler, Chloé Sevigny, Raina Hamner, a que se juntaram as artistas plásticas India Salvor Muenez, Olympia Scarry e as modelos Liya Kebede, Binx Walton, Laura Love e Fei Fei Sun, é inspirada nas séries documentais Taxicab Confessions e Real Sex. Inclui depoimentos de cada uma das participantes sobre como se sentem no papel de mulheres. Com o título de Legs Are Not Doors, o vídeo foi dirigido por Harley Weir e Jen Brill.

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O triunfo do vazio

Eis duas obras do artista Lawrence Abu Hamdan. A ideia de elevar um objecto vulgar à categoria de arte é a morte do artista. A anedota como ponto de partida converteu-se no objectivo final. Os meios de comunicação, em particular a televisão, a publicidade, a moda momentânea, a indústria da cultura e do entretenimento e o consumismo conduzem a um caminho puramente mercantilista e sem substância. Comprar uma obra de arte é a mesma coisa que comprar um frigorífico ou um disco. As feiras que proliferam por todo os países são verdadeiros hipermercados. O que significa hoje em dia ser curador? É um académico que usa uma fraseologia propagandista inteligentemente explicada, para vender um produto. Tudo isto adquiriu uma dimensão assustadoramente perigosa.

David Lynch



terça-feira, 24 de março de 2015

John Varvatos

No ritmo do reggae, Ziggy & Stephen são o rosto da colecção para a primavera-verão 2015 da John Varvatos. A marca americana, que sempre recorre a ídolos do rock como Iggy Pop ou Ringo Starr nas suas campanhas, resolveu mudar de género musical e apostou nos filhos de Bob Marley. Os irmãos foram fotografados por Danny Clinch.

Iris Apfel

Iris Apfel, designer e ícone de estilo da 3ª idade, teve direito a um documentário sobre a sua vida. Esta nova-iorquina de 93 anos, que já foi capa da  revista Dazed & Confused e assinou uma linha para a M.A.C, é tema de um filme dirigido por Albert Maysles que morreu em Março deste ano. Iris conta a trajectória da fashionista, famosa pelo estilo excêntrico, e estreia em 29 de Abril.

Black Flag


Absurdos

Especial Natal de 1975 da revista underground Vile que era uma paródia da File, uma publicação de artes visuais fundada por AA Bronson. Com loucas colagens, fotografias, obras de arte, cartas, ensaios, desenhos e falsos anúncios feitos para produtos que não existiam. Exploração do humor absurdo na linha de Alfred Jarry. Dirigida pela artista canadiana Anna Banana (1940), que se mudou para São Francisco (Califórnia) em 1973 para se juntar aos amigos do movimento Mail-Art, a revista abriu o caminho ao niilismo do punk.

Helberto Helder (1930-2015)

Morreu o Herberto. "... A poesia é feita contra todos, e por um só; de cada vez, um e só. A glória seria ajudar a morte dos outros, e não por piedade. A grandeza afere-se pelas conveniências do mal. O que se diz da beleza é uma armadilha. Pena que não pratiquem o pavor, todos. Seria o lucro do nosso emprego, e um pequeno contentamento para quem está com alguma pressa em agravar.
E leia-se como se quiser, pois ficará sempre errado..."

domingo, 22 de março de 2015

Billy Corgan, pronto.

Billy Corgan, apaixonado por gatos, praticante de wrestler e imagem de anúncios de móveis em Chicago, anunciou publicamente num concerto em Lima (Perú) que não quer ser chamado de Billy. "O meu nome não é Billy. O meu nome é William ", afirmou perante uma multidão que lhe cantou o "happy birthday". Então só agora, ao fim de tantos anos, o líder dos Samashing Pumpkins se preocupou em fazer tal correcção? Que idiota!


Cavalo preto

O que é isto? Um equídeo a fingir-se de morto? A instalação de um artista qualquer com a obsessão dos cavalos? Francamente, não consegui descobrir o significado desta imagem.

sábado, 21 de março de 2015

Desconcertante

Esta foi a peça mais estranha que apareceu na Art Basel Hong Kong 2015. É uma obra do artista chinês Yang Maoyuan que este ano se concentrou na configuração equestre. Criou um garanhão mutante e repulsivo. Intrigante e desconcertante...divertido.

There Is No End

Na MAMA Gallery de Los Angeles encontra-se até 4 de Abril a exposição There Is No End do artista americano James Georgopoulos, um produto da geração Baby Boomer, cujo trabalho se concentra em temas relacionados com o consumismo e o dinheiro. Aquilo que na cultura popular adquiriu a designação de american dream. Segue a linha de artistas como John Chamberlain e, de certa maneira, de Marcel Duchamp. A vertigem da realidade contemporânea.

Robert Fraser

Há certos indivíduos que reflectem a mudança de atitudes e das tendências culturais do seu tempo, enquanto outros se tornaram símbolos do espírito dos tempos. O emblemático Robert Fraser (1937-1986) fundou nos anos 60, numa época efervescente, o movimento Swinging London com a explosão da moda sexy, da música dos Beatles e dos Rolling Stones e das manifestações descaradamente irreverentes. Era um centro de cultura pop alimentada a canabis, álcool e comprimidos. A galeria Robert Fraser divulgou a pop art nas duas vertentes: americana e britânica. As suas exposições atraiam um vasto elenco de admiradores e amigos como Mick Jagger, Keith Richards, Paul e Linda McCartney Francis Bacon, Jim Dine, Andy warhol, Claes Oldenburg, Keith Haring, basquiat, Clive Baker, Richard Hamilton e muitos outros artistas. Agora a Pace de Londres, uma sucursal da Pace Gallery de Nova Iorque apresenta até 1 de Abril uma exposição de homenagem a Fraser intitulada A Strong Sweet Smell of Incense que era o título da manchete de um jornal sobre a intervenção da polícia numa festa em casa de Keith Richards em Fevereiro de 1967. O guitarrista dos Rolling Stones e os convidados, incluindo Marianne Faithful enrolada nua num tapete, estavam a consumir substâncias ilícitas. Robert Fraser foi preso pela posse de 24 comprimidos de heroína. Apesar das bebedeiras e das drogas fortes, o galerista acabava por funcionar. Filho de um rico banqueiro, formou-se na lendária Eton que "ainda é um dos melhores lugares para aprender a arrogância", como comentou. Depois de passar uns meses no Uganda, mudou-se para Nova Iorque onde viveu durante largos anos. Quando morreu nem sequer teve direito a um simples obituário nos principais jornais ingleses.

Le Freack


Baldessari

A revista Autre anunciou que a sua terceira edição conta com a colaboração com a MAMA Gallery e o Ace Hotel. De palpipante inclui uma entrevista-conversa entre o padrinho da arte conceptual John Baldessari e o músico folk funk Devendra Banhart. Gostei do no more boring art. É o que mais prolifera neste universo onde circula montes de dinheiro e de superficialidade.

Chic


Marc Faber

"Forget Rally, European Banks Are Still Sic..." (19 de Março)

"In my view, if the Dollar because of the moves overseas becomes even stronger, the Fed will then use the strong dollar as an excuse to ease again..." (16 de Março)

"I believe [if Greece is out of EU] it will strengthen not weaken because the Euro needs strong countries not weak countries. We have to take a write off at this stage if Greece leaves..." (26 de Fevereiro)

Imagens fortes

Escolhi algumas imagens de obras de arte que estiveram na Independent Art Fair, em Nova Iorque, na primeira semana de Março. Uma linguagem visual muito apelativa.

Suicide


Alan Vega


Invisible Exports é a exposição que Alan Vega apresenta até 29 de Março numa galeria do Lower East Side, em Nova Iorque. "Eu sempre desenhei velhos, desde que era miúdo. Parecem diferentes, mas todos são facetas da minha personalidade", afirmou a voz agressiva de Suicide, o sinistro duo electro punk que criou algumas das músicas mais pervertidas do século XX. É menos conhecido como um artista plástico que se tem dedicado à arte durante décadas. Actualmente centrou-se mais na escultura, criando peças com detritos electrónicos descartados. O crítico Simon Reynolds qualificou estes últimos trabalhos de "santuários trash-cultura da América pós-cataclismo de um futuro próximo". AlanVega criou lendárias instalações que, segundo Jeffrey Deitch, era uma arte muito radical. Foi com essas obras que inaugurou em 1983 a primeira galeria de Barbara Gladstone. Agora, com 78 anos, a sua carreira artística vai de vento em popa, mas sempre à margem da cultura instituída. O front man da banda Suicide foi uma das primeiras pessoas a usar a palavra punk para descrever a sua música

An American Prayer

O icónico fotógrafo Iain McKell subcultural mostrou em Londres uma selecção do seu novo trabalho An American Prayer que é o título de um álbum dos Doors. Lançado depois da morte de Jim Morrison, a banda baseou-se nos poemas e na visão que ele tinha da América. As imagens foram captadas por McKell durante um período de três semanas no ano passado com foco numa viagem de autocarro entre Nova York e Los Angeles. É uma espécie de peregrinação ao submundo de LA. Esta série explora uma fauna de sonhadores do idealismo americano que continuam a viajar milhões de quilómetros em busca de algo que provavelmente nunca conseguirão alcançar. "Eu estou sempre no limite ou fora dele tentando comunicar com gente oriunda de todas as esferas da vida. Há uma série de pessoas pobres e tristes, agarradas à ideia de que o american dream existe", afirma Iain McKell.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Jam City


Rir do mal


Um barbudo com calças amarelas e t-shirt vermelha senta-se no chão ao lado de um retrato do presidente sírio Bashar al-Assad, enquanto na rádio se ouve uma canção pro-Assad joga no rádio. Levanta a tampa de uma panela e o génio emerge. "Eu me sinto muito mal", o homem diz ao espírito. "Apoio o governo do presidente Bashar al-Assad e já mataram centenas de milhares de pessoas ... mas tenho um problema. Quero matar sírios sem se sentir culpado. O génio disse que tinha uma solução. Com um estalar de dedos transforma o homem num combatente do ISIS. "Agora já pode matar em nome da religião, sem qualquer tormento da sua consciência". E substitui a imagem de Assad por uma foto de Abu Bakr al-Baghdadi. O colectivo Daya Assahed, cujos membros fugiram da Síria para Turquia, começou a fazer os vídeos em 2013. "O mundo inteiro parece estar com medo de ISIS, por isso queremos rir deles, expor a hipocrisia deles e mostrar que sua interpretação do Islão não representa a grande maioria dos muçulmanos," afirmou o jovem de 27 anos Watfe ao jornal britânico The Guardian. Têm recebido ameaças e nem mesmo os amigos sabem onde estes activistas vivem actualmente.

Loja da Camper

O interior da loja da Camper em Melbourne (Austrália) foi criada pelo atelier do brasileiro Marko Brajovic que fixou milhares de cordões de sapatos brilhantes no tecto ondulante deste espaço. De acordo com o arquitecto, o projecto faz referência às franjas de cores vivas usadas para decorar os carros alegóricos do Carnaval.

Junya Watanabe

Vestuário influenciado pelos volumes do designer de moda japonês Junya Watanabe. Formas exageradas com picos e favos de abelha.

Kendrick Lamar


Infinite Possibility

Até 3 de Junho, o Guggenheim Museum apresenta uma retrospectiva com o título de Infinite Possibility. Mirror Works and Drawings da artista iraniana Monir Shahroudy Farmanfarmaian que viveu durante algumas décadas em Nova Iorque. Trabalhou como ilustradora no departamento de moda do Bonwitt Teller ao lado de Andy Warhol. O seu trabalho ilustra um compromisso com as técnicas e os padrões persas tradicionais. Utiliza também espelhos que são cortados para caber na forma requerida, fixados em padrões geométricos e misturados com estuque para produzir novas composições. A artista, agora com 91 anos, voltou a Teerão em 2005 para reabrir o seu estúdio de arte depois de um exílio auto-imposto. Incluindo jóias e desenhos, esta exposição é organizada pelo Museu de Serralves do Porto.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Loucuras fecais

O artista holandês Rob van Koningsbruggen foi expulso com carácter definitivo do Museu Stedelijk de Amesterdão depois de ameaçar repetidamente que iria urinar e defecar nas obras desta instituição. Por não ter sido convidado a participar na cerimónia de reabertura do museu em 2012, que conta com várias obras suas, ficou muito irritado. Então enviou e-mails, alegando que iria "melhorar com um fluxo certeiro" uma pintura de Marlene Dumas. Também ameaçou aliviar-se numa obra de Luc Tuymans. Depois da proibição recorreu ao tribunal na esperança de ser autorizado a regressar. O museu concordou em deixá-lo visitar a título provisório as instalações. Mas o perturbado artista voltou a ameaçar levantar a perna e o juiz agora decidiu aprovar uma proibição permanente.


Okwui Enwezor

O nigeriano Okwui Enwezor, que se mudou para os Estados Unidos em 1982 para estudar ciências políticas na Universidade de Cornell, vai ser o director artístico da 56ª edição da Bienal de Veneza 2015 que abre no dia 9 de Maio. Poeta, crítico de arte e editor pareceu-me uma das pessoas mais interessantes e articuladas que actualmente trabalham no universo das artes. Quando o entrevistei na sua casa de Brooklyn, onde comi uns camarões com picante magníficos preparados por ele, disse-me que ser africano não tinha qualquer influência no seu trabalho. O que é a arte? Perguntei-lhe. "Ainda estou à espera que alguém me responda a essa questão. Eu interesso-me pela arte com uma dimensão psicológica, filosófica e política...", sublinhou.

Gabriel Orozco

Conheci o artista Gabriel Orozco no final dos anos 90 numa inauguração em Nova Iorque. Gostei muito do seu discurso, mas ultimamente não estou a achar graça aos seus trabalhos. Até 10 de Maio tem uma exposição com o título de Inner Cycles no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio. Nascido em 1962 no México, tornou-se conhecido na década de noventa. Utiliza diversos materiais e, por vezes, objectos encontrados. "Todas as coisas no universo estão em fluxo", afirmou.

Lilly Wood and...


Anti-Fashion


Após anunciar que estamos testemunhando o fim da moda como a conhecemos, a especialista em tendências Li Edelkoort publicou um manifesto Anti-Fashion em que aponta as 10 razões pelas quais o sistema de moda está obsoleto. Critica diversos aspectos da moda como os estilistas, a manufactura, e a publicidade. Acredita que a ascensão do fast-fashion, que seduz o consumidor com roupas baratas e de qualidade inferior, retrata o valor que a moda tem na sociedade actual. É algo de descartável.
Propõe que a rápida reestruturação da indústria da moda nos últimos anos fez com que a capacidade criativa dos estilistas seja deixada de lado. Segundo Li, os grandes nomes de antigamente propunham mudanças sociais em diferentes silhuetas, posturas e movimentos, mas hoje em dia tudo o que se vê é a reutilização de tendências passadas.

Prova do Provo

Aconteceu precisamente há cinco décadas. No verão de 1965, o designer holandês e activista político Luud Schimmelpennink sugeriu um regime radical simples que acabaria por mudar o mundo. Com o objectivo de criar um ambiente mais sustentável teve a ideia de colocar bicicletas gratuitas para uso comum no centro da cidade de Amesterdão. Eram as bicicletas brancas, segundo um plano concebido pelo grupo Provo. Esta palavra significava young trouble-maker, uma designação adequada aos jovens anarquistas que realizavam happenings políticos e artísticos, inspirados no movimento Dada e na filosofia de Herbert Marcuse. Perseguindo a criatividade, insurgiam-se contra a sociedade capitalista e burocrática que reprimia a espontaneidade.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Bad Life


Art Basel

Hong Kong. Mais uma Art Basel com o ruído de celebridades, curadores e coleccionadores. Cao Fei conversa com Hans Ulrich Obrist. Uma avalanche de vendas logo ​​nas primeiras horas da abertura da feira. Uma pintura de Neo Rauch foi vendida por um milhão de dólares, mais do que a obra de Anselm Kiefer que se ficou nos 750 mil. Mas Damien Hirst superou os dois artistas alemães. Vendeu uma peça por 1,1 milhão de dólares.

Muito estranho


Polémica

O escritor conceptual Kenneth Goldsmith, fundador da UbuWeb e defensor da "escrita não criativa", causou furor depois de ler um poema chamado "The Body of Michael Brown", na universidade de Providence, Rhode Island. É um "remix" da autópsia de Michael Brown, o jovem de 18 anos que foi baleado pelo polícia Darren Wilson em Ferguson. Algumas pessoas não gostaram da ideia de usar a morte da vítima de um acto "criminoso", condenando a "exploração racista" do artista branco.

Capitalismo degenerado

Angola é o segundo maior produtor de petróleo do mundo e um membro influente da OPEP. Sofreu uma longa guerra civil, estimulada pela guerra fria desde a sua independência em 1975 até 2002. Durante este período, o partido no poder (MPLA) assistido pela a União Soviética, adoptou um plano de economia planificada. Segundo The Economist : "O petróleo fornece poucos empregos aos habitantes, embora a qualidade de vida das zonas rurais e das favelas urbanas tenha melhorado um pouco. A maioria dos angolanos carece de água corrente e energia. Isto significa que a flutuação dos preços do petróleo tem um impacto significativo sobre a economia. Foi o que sucedeu depois da crise económica de 2008 e actualmente com a crise de 2015. Para alguns economistas, Angola sofre de "síndrome holandês" que é um efeito económico resultante do aumento das importações devido à valorização da moeda nacional. Luanda é a cidade mais cara no mundo para os expatriados. A obrigação de manter um consumo insustentável baseado no petróleo fez com que o banco nacional de Angola (BNA), tentasse vender dólares americanos por meio de leilões para apoiar a moeda nacional. Mas, a demanda do Kwanza não cresceu devido à extrema fragilidade da economia. De acordo com um relatório do Banco Mundial, "Angola continua a ser um lugar difícil para os investidores e os empresários. A execução de um contrato leva anos nos tribunais ineficazes e corruptos do país". Resumindo: Angola tem um regime "capitalista degenerado" com base nos privilégios e nas relações de compadrio".

Langue de Bois


Bons Rapazes

O festival da Tribeca anunciou que uma versão remasterizada do clássico filme Goodfellas do cineasta Martin Scorcese irá fechar esta 25ª edição que decorre entre 14 e 25 de Abril, em Nova Iorque. Jon Stewart vai ser o anfitrião de uma conversa com Scorsese e o elenco, incluindo Robert De Niro, Joe Pesci, Lorraine Bracco, Ray Liotta e Paul Sorvino. Foi considerado uma das melhores películas sobre os criminosos da Mafia.

The life is a messy

Stuart Parr, que tive o prazer de entrevistar no início de 2000 na sua galeria de Chelsea, continua imparável. É um homem de sucesso. Com 24 anos lançou-se nos projectos de design de interiores em Nova Iorque que surgiram nas melhores revistas do mundo. Desenvolveu e co-produziu o filme 8 Miles protagonizado por Eminem e Get Rich or Die com o rapper 50 Cent. Noutro registo produziu o documentário Loving Frank, baseado na vida do arquitecto Frank Lloyd Wright, e o polémico Nina onde Zoe Saldana interpreta a figura de Nina Simone que estreou este em 2015. Além disto, Stuart Parr gere toda a produção do designer industrial Marc Newson. Também possui a marca registada de Jean-Michel Frank, uma das grandes lendas do design dos anos 30, e do modernista Warren MacArthur de que já fez inúmeras exposições internacionais como curador. Lembro-me que, quando o entrevistei, uma simples cadeira de MacArthur custava 7000 dólares. Enquanto comíamos um chow mein de gambas dentro de caixas de papel, este magnata americano disse-me: "The life is a messy". Pode ser, depende.

Noel Gallagher


terça-feira, 17 de março de 2015

Taberneiros

O lendário Yaffa Cafe, um dos lugares mais simpáticos do East Village que frequentei nos anos 90 com assiduidade, fechou em Outubro passado. Ultimamente tinha perdido a piada, até porque se banalizara com as manadas de turistas levados pelos guias e as indicações colocadas na Internet. Deixei de lá ir, the party is over, apesar de ter um jardim muito agradável. Actualmente os bares de tapas continuam a proliferar como ervas daninhas pela downtown de Manhattan. Agora o antigo Yaffa vai acolher em Julho mais uma taberna de tapas. Portuguesas, imaginem só. Com caldo verde, chouriço e pastéis de bacalhau. O proprietário da Taberna, assim se vai chamar, é Eric Baker e a sua mulher portuguesa Patrícia Martins. Claro que vão descaracterizar tudo. Não penso pôr lá os pés.

Identidade nacional


O escritor espanhol Antonio Muñoz Molina disse não acreditar que exista uma identidade nacional. Eu concordo com ele. Odeio nacionalismos.